sábado, 1 de novembro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
De Cipolletti a Cipolletti
Archives Dis Childhood
http://adc.bmj.com/cgi/content/abstract/adc.2008.139915v1?eaf
Parabéns Helena!
Emotional, behavioural, and social correlates of missing values for BMI
Objective: To examine the emotional, behavioural, and social correlates of missing values for Body Mass Index (BMI) in a nationally representative sample of Portuguese youth.
Design and Methods: Sample included 6131 6th, 8th, and 10th grade public school Portuguese students, age 11-16 years, who participated in the 2002 HBSC / WHO survey of adolescent health. Those who did not report their weight and/or height, were compared with their peers. Bivariate analyses of psychosocial and behavioural variables were conducted, comparing the two groups. Multivariate logistic regression was used to determine if the variables that were significantly associated with missing BMI values at a bivariate level would predict missing BMI, when controlling for all the others in the model.
Results: From the 6131 adolescents who answered to the questionnaire, 661 (10.8%) did not report either their weight or height or both. Gender was not associated with missing BMI. Missing values were significantly predicted by a younger age (aOR=2.56, 95% CI 1.99-3.29, P< 0.001), sedentary lifestyle (aOR=1.53, 95% CI 1.16-2.01, P< 0.01), poor body satisfaction (aOR=1.34, 95% CI 1.19-1.51, P<0.001), father absence (aOR=1.62, 95% CI 1.14-2.30, P<0.01), lack of friends of the opposite sex (aOR=1.65, 95% CI 1.03-2.66, P< 0.05), and by a poor perception of academic achievement (aOR=1.23, 95% CI 1.06-1.42, P< 0.01).
Discussion: Our findings suggest that those with missing values for BMI tend to have poorer body image, health behaviours, and social networks. These results have implications for potential bias in results in studies that do not account for missing BMI.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
De Mendoza a Cipolletti III
“Um amigo é como um psicólogo, apenas sem título” e dá um endereço electrónico tipo amigopsicologo.com.
De Mendoza a Chipolletti II
No ano passado houve uma campanha do Ministério da Saúde para a vacinação das meninas contra a Rubéola, este ano é a vez dos rapazes “Vamos acabar com a rubéola na Argentina” dizem os cartazes), provavelmente confundindo com campanhas nacionais deste tipo, as mães de meninas a partir de 9 anos e as jovens dos 18 aos 26 apareceram massivamente nos hospitais e centros de saúde, a pedir que as vacinassem… Não queriam que as suas filhas fossem “uma das seis”. Mas não sabiam, que a vacina custa 1000 pesos (cerca de 250 euros).
Apesar do ar oficial e “não lucrativo” das Associações anunciadas no cartaz, a verdade é que divulgam um serviço que, não sendo acessível, pode perversamente servir para alarmar… culpabilizar…!
De Mendoza a Mendoza III
Quem diria que Mendoza, com cerca de 100 mil habitantes, podia receber 3 mil médicos ginecologistas para o “XIX Congreso Latinoamericano de Obstetrícia y Ginecologia ( F.L.A.S.O.G. 2008)”.
Por casualidade o Simpósio do primeiro dia era exactamente sobre “ La Salud Reprodutiva en la Adolescencia”, e fui, no âmbito de uma reunião preparatória para um Congresso da SAGIJ (Sociedade Argentina de Ginecologia Infanto Juvenil), que terá lugar em breve em Buenos Aires e onde participarei também.
O Simpósio foi interessante com 3 apresentações “direitas ao assunto” : contracepção na adolescência (José Alcione, Brasil), o aborto na adolescência (Jorge Pelaez, Cuba) e o HPV (Ruth Graciela, Panamá).
Este simpósio teve um formato curioso, o debate público foi substituído pelo comentário de especialistas convidados, de elevado mérito tiveram 5 minutos cada um para comentários às apresentações.
Foi com entusiasmo que vi como em 5 minutos se pode dizer o essencial (para recordar o “massacre” de algumas reuniões de trabalho intermináveis onde se passam horas a patinar no gelo e saímos como entrámos, apenas um pouco mais irritados!).
Dos comentários sublinho:
(1) a necessidade de estudos internacionais para conhecimento do perfil dos(as) adolescentes nos problemas, mas também no dia-a-dia, conhecimento da sua percepção de saúde, de bem-estar, de qualidade de vida.
(2) a necessidade de uma educação sexual atempada: em geral a adolescente apenas recorre aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, após a primeira relação sexual, expondo-se assim a riscos escusados
(3) a necessidade de inclusão urgente dos jovens pais, nas intervenções na área da gravidez na adolescência (pais “grávidos”)
(4) a discrepância entre os países da América Latina em matéria de legislação na área do aborto
(6) a vacina HPV não deve ocasionar a eliminação dos habituais testes de rastreio
(7) a necessidade de se evitar que o HPV seja o novo vírus do “controlo” da sexualidade.
domingo, 26 de outubro de 2008
De Mendoza a Mendoza II
sábado, 25 de outubro de 2008
De Mendoza a Mendoza
Ontem lembrei-me que aqui há uns tempos me tinha apetecido contar uma história, mas quis deixar uns dias e alguns países para manter o anonimato. Mas agora vem mesmo a propósito da celeuma renascida sobre a educação sexual nas escolas em Portugal.
A história começa quando me resolvo ir cortar o cabelo, o que como se sabe, é um risco num local desconhecido.
Então, eram sete irmãos e ele, com 24 anos era o mais velho. Moravam todos com a mãe e ele era o ganha pão daquela família, idolatrado pelos irmãos e pela mãe, porque do pai nenhum se lembrava.
