domingo, 30 de novembro de 2008

De Ushuaia a Punta Arenas II
















2º dia-
Pinguins, terra, mar, gelo, arco-iris e vista da curvatura da Terra.

sábado, 29 de novembro de 2008

De Ushuaia a Punta Arenas
















Sabado 29 Novembro.

Vamos de Ushuaia ( Argentina) a Punta Arenas (Chile) com passagem pelo Cabo Horn ( segunda foto).
Dois dias de descanso até segunda feira, seguindo-se partida para o Uruguai, para a penúltima fase do trabalho.
Faz hoje 100 dias que saimos de Lisboa!

Noticias de Portugal

“A International Society for Behavioral Nutrition and Physical Activity (ISBNPA) vai realizar em Junho de 2009, em Cascais, o seu 8º Congresso anual, uma organização conjunta da Faculdade de Motricidade Humana (Universidade Técnica de Lisboa) e da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação (Universidade do Porto).

Dirigida a investigadores e profissionais das Ciências da Nutrição, do Desporto, da Psicologia e Comportamento, da Saúde e Saúde Pública, entre muitos outros, esta Sociedade e o seu congresso integram de forma singular o estudo de aspectos comportamentais e psicossociais ligados à promoção da saúde por via do exercício/actividade física e alimentação/nutrição.

Mais detalhes sobre a Sociedade podem ser consultados em http://www.isbnpa.org/ e sobre o Congresso em http://www.isbnpa2009.fmh.utl.pt/.

O periódico IJBNPA (http://www.ijbnpa.org/), disponível online e de acesso livre (sem custos), é a publicação desta Sociedade.

Questões específicas sobre o Congresso ou sobre a ISBNPA podem ser dirigidas ao Prof. Pedro Teixeira, através do email pteixeira@fmh.utl.pt.”


terça-feira, 25 de novembro de 2008

De Rio Gallegos a Ushuaia



O dia antes do embarque para o fim do mundo

Nesta viagem há locais que funcionam como "malaposta" porque realmente o país é longo.

Eu aproveito para pôr umas leituras em dia.

Segue carta do João para os "miúdos", com uma "mirada" (como aqui se diz) diferente sobre a realidade que aqui nos rodeia, ou não fora ele um matemático (e não um cientista social) !


"Estamos em Rio Gallegos (na Argentina lê-se Gachegos).

Terra sem nada que se lhe diga.

Estamos na Primavera e andamos de camisola e casacao.

As ruas perpendiculares, como em toda a américa latina, sao de sentido único, como em toda a américa latina. As casa de um ou dois pisos. A vida calma. Algum asseio, algum comércio. Locutórios e internets fáceis de encontrar.
A vida é mais cara do que em Buenos Aires tal como já vinhamos constatando por toda a Patagónia.
Ontem fizemos mais uma travessia da Patagónia de Ocidente para Oriente.

Viemos dos Andes até ao Oceano Atlântico. O que mais nos impressiona neste imenso deserto patagónico sao os trabalhos de infra-estrutura realizados por este povo. Nos trezentos quilómetros desde El Calafate, encontramos um único povoado: Esperanza. Um posto de combustível, um restaurante, um quiosque e mais meia dúzia de casas. Além deste, vimos umas poucas dezenas de estâncias. O nome pomposo indica um grupo de duas a quatro casas de habitaçao de reduzida dimensao acompanhadas de um ou dois barracoes. E para esta reduzida populaçao, há que lançar estrada, abastecimento de electricidade, conduta de gás, correios e telefones. Tudo isto só pode sair caríssimo per capita. Mas está tudo em bom estado. As estradas estao em bom estado e vê-se que sao mantidas, A conduta de gás está enterrada.
Nas cidades por onde passamos, nao se vêm luxos. Mas vêm-se todas as infraestruturas básicas em bom funcionamento. As falhas do sistema, como ontem aqui aconteceu durante uma hora com o servidor da rede, fazem-nos ver que, durante todo o resto do tempo, o seu funcionamento nao nos deu problemas. Nem nos tinhamos lembrado que podia falhar.
Estamos satisfeitos com a Argentina.
Hoje seguimos para Ushuaia, quase no fim do mundo, para embarque amanha, para um fim de semana, mesmo para o fim do mundo.
beijos
( de um cybercafé, sem acentos nem cedilhas)



Leituras e reflexões : O Ensino Universitário


A minha leitura desta vez é o livro sobre a Formação de Psicólogos aqui "nas Americas", que me deu o Marcelo Urra de ARCE de Santiago do Chile.

" Problemas Centrales para a formación académica y el entrenamiento profesional del psicólogo en las Americas"

Foi publicado pela Sociedade Interamericana de Psicologia de que o Marcelo Urra é o actual presidente.

Inclui capitulos sobre a situação na Argentina, na Bolivia, no Brasil, no Chile, na Colombia, nos Estados Unidos, em Puerto Rico e na Venuzuela
Aproveito para incluir em "Interessante no Brasil, mais uns links úteis.

Outro especial foco para o capítulo de Amalio Blanco, da Universidade Autónoma de Madrid "Proyecto para la armonización de los curricula de psicologia en las universidade latinoamericanas".

Sugeriu-me várias considerações:

Em Janeiro de 1994 a Conferência Ministerial da União Europeia encarregou a Organização de Estados Iberoamericanos para a Educação, Ciência e Cultura (OIE) da elaboração de um projecto de harmonização dos curricula das Universidades Latinoamericanas para " a melhoria da qualidade da educação universitária actuando sobre os conteúdos e adequando-os à nova situação socioeconómica e aos requerimentos da competitividade internacional".
Formaram-se dois grupos de especialistas: Ciências Básicas e Engenheria e Ciencias Sociais.

Na área da Psicologia utilizou-se um método Delphi que básicamente é uma metodologia de trabalho em grupo em que pouco a pouco se vão conseguindo sistematizar consensos e limando divergencias de opinião não fracturantes e identificando opinioes fracturantes no grupo de participantes.

Participaram 66 especialistas, 16 da União Europeia, 18 espanhois, 18 de Centro-America e Caraibe e 18 do Sul da America do Sul (não consegui apurar se haveria algum português).
A importância deste trabalho tem a ver com a consolidação das convergências e a identificação e análise das divergências em temas como a estrutura curricular, o perfil do candidato a futuro psicólogo e as saidas profissionais.
O interessante neste processo é que inclui, toma em conta e debate opiniões de 66 especialistas, representativos das zonas geográficas.

Pois é ! Não se pode debater estruturas curriculares, perfis de candidatos e saídas profissionais, a partir de um grupo "incestuoso" de profissionais de uma única faculdade que, não tendo massa crítica nem contenção da sociedade científica "externa", podem divagar sem controlo nem qualidade sobre "quem", "deve aprender o quê", "para fazer o què?", "para quem?".
A questão, claro, é "para quê?"
Um grupo "familiar" que se reune "em privado" para deliberar o "produto" que vai propôr, num processo "autofágico" que não admite confronto com ideias externas, perde tempo e manda dinheiro pela janela.
O que saí dali é sem dúvida um produto caseiro para consumo doméstico, sem controlo de qualidade.

No caso em que a faculdade é privada, até pode parecer tratar-se de uma estratégia "manhosa" para obter dinheiro dos alunos e das famílias.
No caso em que a faculdade é pública, até pode parecer tratar-se de uma aplicação "selvagem" do dinheiro dos contribuintes.
Fica aqui um bom exemplo de trabalho sério!

Homens pelo fim da Violência contra as mulheres


Homens pelo fim da Violência contra as mulheres
2008 tem sido um ano negro da violência doméstica em Portugal.

Homicídios e tentativas de homicídio ultrapassam os números dos últimos 5 anos.

Apesar de toda a consciencialização social, os dados apontam para um agravamento do problema. Urge, pois, enfrentá-lo com respostas mais eficazes. Neste sentido, a UMAR lança uma campanha dirigida aos homens para que se solidarizarem com as vítimas de violência, retirem o apoio aos agressores e se demarquem publicamente dos seus actos.
A campanha "Eu Não Sou Cúmplice" tem como objectivo mobilizar as energias masculinas para esta batalha dos direitos humanos que está longe de estar ganha.

Se repudia toda e qualquer violência contra as mulheres, comprometendo-se na consciencialização e intervenção social da sociedade para a igualdade de género e promoção de uma cultura de não violência;


Se apela a todos os homens que não sejam cúmplices e testemunhas passivas da violência contra as mulheres, faça-se ouvir:
Assine a petição.


Assine! Divulgue!

Symposium "25 years of the HBSC Study"

Dear colleagues and friends ( HBSC study)

Two pictures of all our group was attaching. (http://picasaweb.google.com/HBSCSPAIN).
I remember you that in our web page (http://www.hbsc.es/symposium.html) you can find the book of abtsracts and some photos of our symposium.
Regards,
Carmen.



M. Carmen Moreno
Dpto. Psicología Evolutiva y de la Educación
Universidad de Sevilla
C/ Camilo José Cela s/n
41018 Sevilla

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

De El Calafate a Rio Gallegos


(Notícias da Monica Borile de El Bolson):

Generacion B floggers y emos


http://www.clarin.com/diario/2008/11/23/sociedad/s-01808502.htm

domingo, 23 de novembro de 2008

De Buenos Aires a El Calafate




















Hoje fica aqui a carta do João aos "miúdos", mas já com fotos do passeio aos Glaciares, o Glaciar Uppala não vimos porque estava bloqueado com "icebergs" que se soltaram, mas vimos "Perito Moreno".
Estavamos preparada para uma vista grandiosa, mas nada nos prepara para aquelas montanhas de gelo azul. Porque é azul mesmo, no meio do lago de textura leitosa. De perder a respiração!
E claro, em directo observamos os "glaciares secos", que já não chegam ao lago, alí prova evidente do aquecimento global.
" Por cá vamos todos (2) bem.
Completamos hoje 3 meses de viagem e estamos tristíssimos ao ver que já só nos falta mais um mês.
Depois de uma estada de uma semana em Buenos Aires, com muito trabalho da Guida e com muitas aulas de tango, estamos a caminho do Sul.
Chegámos hoje a El Calafate onde contamos ir ver os glaciares.
Depois seguiremos ainda mais para o Sul a caminho do Fim do Mundo...
Esta zona é muito cara. O dobro de Buenos Aires.
Do hotel temos magnificas vistas para o Lago Argentino.
Para ele desaguam os glaciares que por aqui há. Os glaciares não estão à vista, mas ao longe veêm-se as montanhas com neve. Estamos de volta ao vento e frio patagónicos, e agora é verão!
Bjinhos "

De Buenos Aires a Buenos Aires VII









Só para se ver que é mesmo verdade.
Nós, nos fins de tarde, em esforçadas aulas de tango, que começam a dar frutos :).
Na Confetaria Ideal com Viviana y Facundo ( http://www.vivianayfacundo.com.ar/)

Compramos em San Telmo dois quadros pequenos a óleo, ao estilo Rothko, de Nestor Rodrigues. Compramos ainda uma aguarela a um " tangueiro" que depois nos fez, em quatro traços rápidos, a partir da minha assinatura, um desenho de um par no tango. Lamentavelmente a assinatura dele está ilegível. Alguém conhece?


Na imensa feira de pintura o resto pareceu-nos demasiado estereotipado, fora do tamanho transportável, ou fora do nosso orçamento .


Dei com uma revista MU editada por lavaca (http://www.lavaca.org/) , atraida pela entrevista a Cumbio, a jovem flogger mais conhecida na argentina, que disserta sobre o seu sucesso e sobre o modo como as coisas foram acontecendo, com a mão da Nike a apoiar.


Do título " Generación Cumbio : comunicarse con una foto y una frase le alcanzó para conectarse con millones de adolescentes. Apenas la detectó, el radar de Nike la transformó en un produto. Hoy tiene el espacio central en la web del grupo Clarín, está por editar un libro y luego un disco".

Mais interessante foi a entrevista a Fernando Sanz, creador de Taringa a pagina web mais visitada na Argentina que agora vendeu " porque eligió viajar en lugar de especular"

Do título " La imaginación al mouse: Fernando Sanz, creador de Taringa es parte de la generación que cré nuevas formas de comunicación, en base de una ética y una ideologia bien definidas. Las lhaves: compartir en lugar de competir y creer que el dinero no impulsa todo. A los 22 años ya es un veterano de Internet y asegura que hay allí un modelo que puede inspirar una nueva forma de poder" ( Blog: http://www.fernando.com.ar/)

Achei tanta graça a este jovem que lhe escrevi e recebi pronta resposta. Estamos agora a negociar uma entrevista para este blog... ele tem muito que fazer , claro, mas, então não foi ele que teve a ideia de " reduzir a produtividade", quando verificou que o acesso à sua Taringa acontecia sobretudo a horas de trabalho...


A propósito de blogs interessantes pus na faixa lateral " Através del Uniberto", também de um argentino ( "Interessante na Argentina").
Deixo ainda o cartaz da campanha de vacinação da rubéola.
O ano passado vacinaram-se as mulheres, este ano " os machos".

De Buenos Aires a Buenos Aires VI









Día Internacional de la Eliminación de la Violencia contra la Mujer Mensaje de la Directora Ejecutiva UNIFEM, Inés Alberdi
Comunicado de prensa UNIFEM21 de noviembre de 2008 Este año, el Día Internacional de la Eliminación de la Violencia contra la Mujer marca un momento clave en la lucha mundial para acabar con la violencia hacia las mujeres.
La promoción de acciones a nivel territorial y nacional ha posicionado el tema en un nivel central en las Naciones Unidas.
En marzo de 2008, el Secretario General lanzó su campaña mundial, UNiDOS para poner fin a la violencia contra las mujeres. Su duración hasta 2015, fecha límite para alcanzar los Objetivos de Desarrollo del Milenio (ODM), constituye un desafío para todas y todos nosotros, para los gobiernos, la sociedad civil, así como para la comunidad internacional, a fin de tomar las acciones necesarias para acabar con esta recurrente violación de los derechos humanos.
El 19 de junio, el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas, adoptó unánimemente la resolución 1820, que reconoce la violencia sexual en contextos de conflicto armado como una amenaza a la paz y seguridad nacional e internacional. La resolución hace un llamado a todas las partes involucradas en el conflicto para tomar acciones decisivas para proteger a las mujeres y las niñas. Exhorta, asimismo, a las instituciones de seguridad internacional, a que aseguren la participación de las mujeres en todos los aspectos de la resolución del conflicto y construcción de paz para que aseveren la reparación de los crímenes cometidos.
La resolución 1820 combinada junto a la resolución 1325, conforman una plataforma poderosa para construir acciones efectivas que terminen con la impunidad de la violencia contra las mujeres y aseguren la participación de las mujeres en todos los aspectos relativos al restablecimiento de las instituciones y comunidades.
Este 25 de noviembre también marca la culminación de la primera fase de la campaña de UNIFEM, Di NO a la Violencia contra las Mujeres, la cual es parte de la iniciativa UNiDOS para poner fin a la violencia contra las mujeres, del Secretario General de las Naciones Unidas. El gran apoyo recibido demuestra el movimiento creciente de personas que buscan con urgencia soluciones para acabar con la violencia hacia las mujeres.
Ahora, debemos aprovechar este momento para lograr el involucramiento de gobiernos en la implementación de las leyes y políticas existentes. A pesar del hecho de que más gobiernos que nunca sancionan actualmente estas leyes, sigue registrándose una brecha considerable en sus efectivas aplicaciones.
ara proteger a las mujeres de la violencia y responder a las necesidades de las sobrevivientes, urgimos la adopción de marcos de rendición de cuentas, con estándares mínimos de protección y respuesta.
Estos marcos permiten facilitar la evaluación del grado en el que un país promueve los derechos humanos de las mujeres. y los servicios legales, sin costo alguno, para mujeres y niñas de bajos recursos:
* Albergues y opciones seguras para las mujeres sobrevivientes o que huyen de situaciones que ponen en peligro sus vidas;
* Líneas de atención nacionales disponibles las 24 horas del día para reportar abusos y buscar protección;
* Servicios básicos en caso de emergencias y cuidado inmediato para las mujeres y niñas que fueron víctimas de abuso y violencia sexual; y
* Sistema de rendición de cuentas judicial y planes de acción nacionales para poner fin a la discriminación y promover la igualdad.
La campaña del Secretario General, UNiDOS, ofrece un plan para la implementación y la acción concertada. Alianzas entre las Naciones Unidas y los gobiernos, la sociedad civil, el sector privado, hombres y juventud, y la comunidad religiosa arrojan resultados prometedores. Entre ahora y 2015 debemos trabajar todas y todos juntos para hacer de la implementación nuestra prioridad número uno.

Día Internacional de la Eliminación de la Inequidad



Funciona em Buenos Aires o Instituto Internacional de Medio Ambiente Y Desarrollo da America Latina (iied-al, ver endereço na faixa lateral).


Conheci a Drª Ana Hardoy, directora do Instituto que recém publicou em co-autoria a obra " La Inequidad en la salud- hacia un abordaje integral ". O Instituto publica uma revista " Medio Ambiente y Urbanizacion" onde, no próximo número, se falará justamente da infância e juventude.
Foi interessande ver que "a mão que embala o berço", isto é a origem profissional dos investigadores (saúde, educação, direito, economia, ecologia, urbanismo), determina o "ponto de partida" mas, na chegada, a análise e avaliação das problemáticas converge.

A falta de saneamento básico, a falta de condições de habitação, o território, o deficiente acesso à saúde e à educação, a deficiente escolaridade, a violência inter-pessoal", o deficiente planeamento familiar com gravidez não desejada e falta de saúde sexual e reprodutiva ... tudo isto se associa e perpetua as situações de pobreza e mantem em movimento de espiral crescente as desigualdades socio-económicas e o acesso à saúde, à educação e a uma vida com qualidade.

Pelos vistos já todos sabemos isto... Também sabemos que as políticas nacionais e municipais de saúde, educação, justiça, gestão do território, etc. têm que permitir e incentivar medidas para ultrapassagem destes ciclos viciosos e que a sociedade civil tem que servir como impulsionador e catalizador...
(Mas ... se já se sabe isto tudo porque é que as coisas não mudam? ou mudam por saltos num ritmo sempre cadênciado por processos eleitorais?)

Foi interessante a leitura do livro "La inequidad en la salud: hacia un abordaje integral (de los determinantes sociales y ambientales en el contexto urbano)", editado por Françoise Barten, Walter Flores e Ana Hardoy.
Este livro baseia-se nas comunicações e debate de uma reunião de trabalho ("Taller"), que ocorreu em Buenos Aires em Dezembro de 2007 e reuniu médicos, urbanistas, economistas, psicólogos, sociólogos, geógrafos, trabalhadores sociais e funcionários do governo com responsabilidades neste tema.

Esta reunião e a publicação do livro foram un requisito do programa ALCUEH (America Latina, Caraibe & Comunidade Europeia Health).

Das apresentações destaco as da Françoise Barten que tive o prazer de conhecer numa reunião do ALCUEH em Lisboa, presidida pelo Prof. Virgílio do Rosário, e em Copenhada, numa conferência preparatória da Conferência Ministerial em Bamako-Mali, que acabou de se realizar.

Aqui a Françoise falou de "La urbanización y la problemática de las inequidades en salud:necesidad de enfoques integrales"

Saliento ainda Gabriel Urgoiti,"Consolidando los Derechos de los ninos", que falou da necessidade da participação das crianças/jovens na construção dos seus projectos de vida e na concretização da sua participação social como cidadãos. Apresenta aqui projectos de utilização da radio e de filmes para a promoção da saúde a partir das crianças, falando da sua experiência na Africa do Sul.

Eu também acredito nestes princípios, e a leitura deste capítulo fez-me lembrar o nosso trabalho em Lisboa de "Video Storytelling" , que tanto entusiasmou os alunos do Instituto Padre António de Oliveira pela mão do nosso colaborador Ricardo Machado, e que não pudemos replicar nas comunidades pobres migrantes à volta de Lisboa porque a FCT achou o projecto "não prioritário" e "chumbou" o financiamento... (critérios! talvez por isso temos tanta dificuldade em ser inovadores... a inovação é sempre considerada não prioritária !!!)

Também interessante foi que o que se seguiu às apresentações deste "Taller" também foi transcrito neste livro e aqui tive a alegria de ver a participação de um português (o Prof Virgílio do Rosário) e achei graça porque numa intervenção o Gabriel Urgoiti diz justamente:
"Isto parece conversa velha de 30 anos. Há 30 anos que andamos a dizer estas coisas e depois não se passa nada ou, pior, acabam trabalhos inovadores que já deram frutos, como por exemplo Community-based health, dos anos 70, 80 e 90" (transcrição resumida).

Pois a economia está no controlo total das situações? mas os "community health workers", os "peer tutors e peer mentors" e os "community liders", com a adopção de um modelo holístico, pluridisciplinar, não pode ficar mais cara: tem mesmo que ser mais económica porque rentabiliza melhor os recursos disponíveis.
Então o que se passa? É mesmo falta de vontade política? ou ignorância política de que este é o caminho melhor e mais barato? ou desleixo político, porque estas populações votam pouco?

Por aqui pela América Latina, quando se fala nisto a opinião geral é que os países "param" nos processos eleitorais e que os novos eleitos fazem questão de começar praticamente do "nada", deixando cair o que foi criado até ali. Talvez por por preguiça de ler os longos "dossiers cinzentos", talvez porque têm que premiar os seus seguidores mais fieis... com secundarização da continuidade e da competência, talvez porque consideram mais importante do que o desenvolvimento do seu país, a desvalorização dos seus opositores...
E assim ficam os (bons) projectos ao sabor da "sorte" de que o seu dossier seja encontrado ( e reconhecido) por alguém do novo Executivo.
Aqui dizem-me que é assim! (nos outros lados será igual).
Também a mim me parece "uma conversa velha de anos, mais a sua consequente paralisia"
(Em Portugal vamos também ter eleições em Fevereiro, será que já estamos com o País parado?)

A propósito ( ou talvez não!) a Comunidade Europeia tem aqui um ponto focal que contactei com o objectivo de estabelecer protocolos de colaboração financiáveis com as equipas que visitei (ABEST, ver endereço na faixa lateral), mas serão os "Objectivo do Milénio", com a reduçãoo sustentável da pobreza e outras desigualdades, objectivos politicos prioritarios ?

(Vejam hoje o comentário da Emma Rivere, sobre " Acassuso" no post onde falamos desta peça de teatro e da sua participação;
Vejam também em " Interessante na Argentina, o intercâmbio que se gerou "on-line" entre os alunos da Lucia Ramiro, de uma escola de Sines-Portugal, e os alunos da escola que visitei em El Bolson - Argentina :)

De Buenos Aires a Buenos Aires V





No Hospital Teodoro Alvarez, dirigido por Diana Galimberti participei de uma reunião sobre as especificidades das problemáticas da saúde mental, toxicodependência, violência familiar, abuso sexual na Argentina. Uma vez mais a violência sobre menores, sobre mulheres e sobre idosos aparece aqui com destaque.
Silvia Raggi e Alberto Trimboli trabalham mais na área da prevenção e tratamento da toxicodependência, mas estas problemáticas aparecem muito associadas.
Susana Levy, da mesma equipa, é trabalhadora social, mediadora familiar, escolar e social e trabalha nesta equipa implementação de um modelo de prevenção da violência que relata no livro “ Patriarcado y violência familiar

Visitei ainda um Centro de Dia para crianças com perturbações na área da Saúde Mental, dirigido por Eduardo Grande, pedopsiquiatra e presidente da Associação Argentina de Saúde Mental, onde se encontram em regime de hospital de dia 11 crianças.
A Associação Argentina de Saúde Mental promove anualmente um importante Congresso de técnicos de saúde mental.
Os temas dos últimos congressos incidiram sobre “ O mal estar no quotidiano” e “ Modernidade, Tecnologia y Sintomas Contemporâneos” de que se publicaram duas obras com os trabalhos apresentados (anúncio do próximo congresso em http://www.aasm.org.ar/).

Noticias do Peru

Estimada Margarita
Respecto de la Autonoma todo va bien, Nuestros alumnos nos informan que estan visitando tu blog.
Te copio una noticia
besos
Jose Livia



Noticias de Portugal




A Sociedade Portuguesa de Saúde e Comportamento, após a realização em 2005 do 1º Congresso de Saúde e Comportamento e em 2007 do Congresso Ibérico com a sua congénere de Espanha, está a organizar o 1º Congresso de Saúde e Comportamento dos Países de Língua Portuguesa.

Este evento decorrerá na Universidade do Minho nos dias 16, 17 e 18 de Abril de 2009, por iniciativa da Sociedade Portuguesa e de um conjunto de docentes desta e de outras universidades.


Neste Encontro, cujo foco será “Desafios da Saúde e Comportamento: Actores, Contextos e Problemáticas”, estarão em debate factores socioculturais, psicossociais, comportamentais e biomédicos que são relevantes para a saúde e doença, procurando-se reflectir, nos campos da medicina, psicologia e ciências afim, os diferentes contributos para a prevenção e recuperação da doença e promoção de comportamentos saudáveis.


O Congresso é apoiado pela International Society of Behavioral Medicine, congénere internacional da Sociedade Portuguesa de Saúde e Comportamento, constituindo um fórum para os interessados neste domínio.


O prazo para submissão de comunicações está aberto até ao próximo dia 15 de Dezembro de 2008.


Os interessados podem obter mais informações em:


http://conf.cipsi.uminho.pt/conferences/cong_saudecomportamento09/


De Buenos Aires a Buenos Aires IV

O António
A Marta



O Antonio faz hoje anos e nao foi possivel obter uma foto (ainda).

Mas aqui fica a ultima foto da equipa junta. O António esta do lado esquerdo entre as duas Martas e a Ines. Parabéns e as melhoras!


( rapidamente chegou de Portugal uma foto do António, bem mais ilustrativa! A isso chama-se ter amigos Antonio!)


A Marta fez também anos dia 21 Novembro.

(a primeira à esquerda na foto da equipa, só hoje consegui uma foto à altura!) .

Parabéns Marta!