segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sexualidade Afectos e Cultura - novo livro



Em tempos de revivalismo da "urticária" histórica à volta da educação sexual em Portugal...
Aqui fica um novo livro, para apoio aos professores no seu trabalho nas escolas, na área da educação sexual.


Inclui estudos nacionais com jovens em idade escolar, revisão da literatura de experiências publicadas e um conjunto de exercícios.


Tem contributos de toda a Equipa Aventura Social e ainda de um conjunto de investigadores da América Latina (Brasil, Peru, Chile, Argentina, Uruguai)

www.coisasdeler.com

sexta-feira, 28 de maio de 2010

SOS CRIANÇAS TALIBES


Há uns meses, 39 jornalistas reuniram-se em torno de uma ideia do Luís Castro - jornalista da RTP que fez um trabalho sobre crianças guineenses exploradas e sobre a ONG africana "SOS-Crianças Talibés" que combate as redes de tráfico de crianças entre a Guiné e o Senegal - o objectivo era juntar um conjunto de histórias num livro cuja receita será inteiramente para essa ONG.

A ONG é o fruto do trabalho do professor Malan Baio Ciro, um muçulmano que luta contra os mestres corânicos que levam as crianças para as madrassas, mas que, na verdade, as obrigam a ir para a rua mendigar. A ONG "SOS-Crianças Talibés" precisa de 12 mil euros para construir o centro em Bafatá e para comprar quatro motorizadas e algumas bicicletas. Só assim poderão acolher as "crianças talibés" resgatadas aos traficantes (já conseguiram recuperar 1200) e deslocar-se às tabancas, sensibilizando os pais para os perigos que correm ao deixar que os filhos sejam levados para as madrassas.

Agora, o livro com 40 contos conhecidos de todos mas reinterpretados por cada um de nós está concluído. Chama-se Histórias sem aquele era uma vez, da Porto Editora e o lançamento será no dia 1 de Junho, às 21 horas, no BBC, em Lisboa. A apresentação estará a cargo de Maria Barroso, "madrinha" deste projecto.

Se não puderem estar presentes, o que é perfeitamente compreensível, espreitem numa livraria, comprem e divulguem porque é uma boa causa!

Bárbara Wong

terça-feira, 18 de maio de 2010

Modernizar Portugal

Modernizar Portugal?

 

Uma vez, estava eu numa fronteira a entrar num país longínquo, quando o guarda fronteiriço fardado me perguntou, simpaticamente, "se não havia nada prós patrão".

Passado o primeiro momento de arrepio, lá sorri com um ar o mais tonto e alheado que consegui, numa tentativa desesperada de não enfrentar a situação.

Mais tarde, ainda nesse país, um militar fardado advertiu-me que não passasse por cima de uma linha de tinta encarnada pintada na estrada, facto que me apressei a obedecer apesar do insólito, como um bom forasteiro que não conhece as regras da casa mas não quer ofender culturas. Pois o profissional zeloso acabou a sua instrução com a mesma pergunta sacramental "se não havia nada prós patrão".

A ambos consegui fazer o tal riso tonto e ar alheado e sair da situação sem maior incómodo do que a situação em si, e desapareci do cenário sem olhar para trás.

Falei deste caso com um colega desse país, que quase me acusou de xenofobia. Que eu nem imaginava ao que a pobreza podia levar, que estas pessoas não tinham salários e era com estes esquemas paralelos como estes que conseguiam sustentar as famílias, que para mim era tudo muito simples, porque eu vivia num pais europeu onde havia " moral" para punir estas práticas porque as alternativas existiam.

 

Fiquei triste por ser contemporânea destas práticas. Tentei com a maior abertura ver o lado "miserável"/desculpabilizante da questão: havia cidadãos com emprego que tinham que coagir outros cidadãos, bem para além dos limites do seu poder e da legalidade, para conseguir alimentar a sua família? Custar-me-ia viver num pais assim.

 

Passaram uns anos e eu descobri que vivo mesmo num país assim!

Por aqui há um perverso grupo que exibe orgulhosamente uma "miseriazinha": não precisando de dinheiro para comer e dar de comer às suas famílias, precisa desesperadamente de um poder para o qual não tem competência. Exibe então o "poder" de chatear, de pôr obstáculos inenarráveis e de criar problemas vagos e delirantes, quiçá para que não seja (tão) óbvia a sua incompetência, a sua preguiça e a sua prepotência.

Para nosso azar os profissionais que não querem ou não sabem fazer nada, não se limitam a ir de férias ou a pedir dinheiro aos colegas: não! eles candidatam-se às chefias intermédias, não para a fama ou para a glória, mas para evitar a todo o custo que alguém à sua volta seja capaz de fazer o que eles não querem ou não sabem fazer.

 

O poder nacional, nestas chefias intermédias, é esse mesmo, é o poder de ser capaz de pôr em marcha e manter obstáculos e problemas: é a máquina burocrática no seu expoente máximo. Impede-se assim o desenvolvimento do país, para permitir o deleite masturbatório de um grupo preguiçoso de incompetentes, desta elite de  "sub-chefes"!

As chefias principais não dão por isso, ou se calhar até dão por isso mas fazem (como eu no tal país) um ar tonto e alheado: é que estas chefias intermédias são boas para "fazer faxinas"… são servos medíocres mas bajuladores e fieis ao "chefe", os tais que vão "ao cinema com o chefe"! estes não "pedem dinheiro prós patrão"…estes querem mesmo chatear e deleitar-se vendo o país patinar na lama, enquanto eles se exibem a polir esquinas nos corredores das instituições, sempre "na má língua"!

 

Pobre país! Como vamos sair desta?

Por cá não temos "miseráveis", mas como nos vamos livrar dos "miserávelzitos"

 



__________ Information from ESET NOD32 Antivirus, version of virus signature database 5048 (20100421) __________

The message was checked by ESET NOD32 Antivirus.

http://www.eset.com

segunda-feira, 17 de maio de 2010

I Workshop sobre Segurança Comporamental | 17 de Junho 2010 | ISCTE-IUL | Auditorio Afonso Barros


I Workshop2010 - Segurança Comportamental

Rua Fernando Maurício nº 21 4ºC 1950-266 Lisboa Portugal

www.workshopsc2010.wordpress.com

www.segurancacomportamental.com

PARTICIPE E SEJA PIONEIRO TAMBÉM!

terça-feira, 11 de maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

I Jornadas de Iniciação à Investigação em Psicologia

A Linha de Investigação "Relações, Desenvolvimento & Saúde", do
Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e Social
da Universidade de Coimbra (IPCDVS-UC), Unidade de I&D da Fundação
para a Ciência e Tecnologia, vai realizar, nos dias 11 e 12 de
Outubro de 2010, as I Jornadas de Iniciação à Investigação em
Psicologia.

Esta iniciativa decorrerá na Faculdade de Psicologia e
de Ciências da Educação, integrada na comemoração dos 30 anos desta
instituição.

Este evento tem por objectivo estimular o início da actividade
científica e o desenvolvimento do sentido crítico, da criatividade e
da autonomia científicas dos estudantes de Psicologia do 1º e 2º
ciclos do Ensino Superior.
Desta forma, esta iniciativa está aberta a todos os participantes,
mas é especialmente dirigida a estudantes de
Psicologia do 1º e 2º ciclos, convidando-os à submissão de
trabalhos de investigação que tenham desenvolvido no âmbito das suas
actividades académicas.

Adicionalmente, estas Jornadas incluem ainda
outro tipo de actividades, que se pretendem pedagógicas
(conferências, mesas redondas e "cafés-debate") e que contribuam
para o debate sobre a investigação em Psicologia no nosso país.

Contaremos com a participação de responsáveis por instituições que
fomentam investigação científica em geral e na área da Psicologia, bem
como de investigadores com reconhecimento nacional e internacional.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

domingo, 25 de abril de 2010

25 Abril sempre


Sei que estás na festa, pá
Fico contente
Enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim.
(Chico Buarque)

sábado, 24 de abril de 2010

Os livros das nossas vidas









A propósito do Dia do Livro, o travalho da EDUCARE:


http://www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=780611DEC0F1D336E0400A0AB800255B&opsel=1&channelid=0


E alguns livros e revistas que cruzaram connosco este ano ( na imagem)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Arraial comemorativo do 25 de Abril, Largo do Carmo

Arraial comemorativo do 25 de Abril, Largo do Carmo

Actuação do RefugiActo no Arraial Abril
(Largo do Carmo, Lisboa)


Mais um ano, mais uma participação do RefugiActo no Arraial Abril, desta vez com o "Abrigo".
A actuação está prevista para 24 de Abril - sábado, às 20H55 - programa em anexo.

O RefugiActo é um grupo de teatro amador constituído por pessoas de diferentes proveniências, e com diferentes antecedentes socioculturais, criado em 2004, no âmbito do ensino-aprendizagem da língua portuguesa no Conselho Português para os Refugiados (CPR).


IndieLisboa - 7º Festival Internacional de Cinema Independente

IndieLisboa  - 7º Festival Internacional de Cinema Independente,  Lisboa, 22 de Abril a 2 de Maio de 2010

 

http://www.indielisboa.com/

 

 

E há dois documentos que me recomendaram:

 

Um,  por dever de memória, Tarrafal: Memórias do Campo da Morte, filme de Diana Andringa (2009), com a duração de 88': "Chamavam-lhe 'o Campo da Morte Lenta'.  Os críticos, naturalmente.  Que as autoridades, essas, chamaram-lhe primeiro, entre 1936 e 1954, quando os presos eram portugueses, 'Colónia Penal de Cabo Verde' e, depois, quando reabriu em 1961 para nele serem internados os militantes anticolonialistas de Angola, Cabo Verde e Guiné, 'Campo de Trabalho de Chão Bom' " (sic). … Que o trabalho, claro,  "liberta" e "faz bem à saúde"…  Trinta e dois portugueses,  dois angolanos, dois guineenses ali perderam ali a vida…

 

Citando a realizadora e produtora: "É um documentário feito à base de depoimentos e filmado quase sempre no interior do campo, afinal, o espaço em que os presos se moviam. Entre as raríssimas excepções, o cemitério, onde acompanhamos a homenagem dos sobreviventes aos que ali ficaram. Vozes, caras expressivas contra fundo de cela. Alguns objectos surpreendentes: as calças rasgadas  pelo chicote e puída pelo chão prisional, a planta do campo desenhada num osso de vaca, a bengala que testemunha o resultado da tortura. A alegria de se verem lembrados em duas exposições nas celas que tinham ocupado… A alegria: palavra estranha num filme sobre o Tarrafal. Mas essa é a grande lição destes homens: porque, como diz um deles, o caboverdiano Jaime Scofield, 'o mais importante não é que eles nos tenham querido matar lentamente. O mais importante é que nós resistimos.' "

 

Exibições: 23 de Abril, 21h30, Culturgest, Grande Auditório; 25, 18h30, Culturgest, Pequeno Auditório.

 

Outro documentário -  porque a saúde pública precisa de ter (e de treinar o) olhar  sócio-antropológico -  é o filme de Rui Simões, de 2010, com a duração de 95', Ilha da Cova da Moura,  um bairro do Concelho da Amadora, injustamente estigmatizado e mal amado, que pode ser visto, simbolicamente, como a última ilha que nos restou do arquipélago a que um dia chamámos Império Colonial... Parafraseando uma jovem moradora local, "português preto não existe" (sic)... A frase, na sua ambiguidade,  pode também querer sugerir duas coisas: que há, entre nós um velho racismo subliminar nunca resolvido, e que a exclusão social e o racismo andam quase sempre de mãos dadas...

Um trailer do filme, com a duração de 1' 45'', pode ser visto aqui:

 

 http://www.trailers.com.pt/ilha-da-cova-da-moura/

 



Exibições: 28 Abril, 19:00, Culturgest, Grande Auditório; 30 Abril, 18:30, Culturgest, Pequeno Auditório

Sinopse:  Na área da Grande Lisboa, o nome Cova da Moura nunca foi sinónimo de bem-estar, educação ou prosperidade. Pelo contrário, esteve sempre associado à ideia de violência, insegurança, perigo, ou, na melhor das hipóteses, de falta de instrução ou simplesmente pobreza. O documentário de Rui Simões não pretende apenas procurar o outro lado do bairro e fazer um retrato positivo da sua comunidade. O objectivo deste projecto não é o de apagar uma série de ideias feitas mas procurar as causas e efeitos desses preconceitos. Assim, o realizador seguiu o quotidiano deste bairro, descobrindo nele reflexos de Cabo Verde e procurando os modos como a exclusão social se combate ou perpetua nas vidas dos seus moradores.

 

Bom cinema, boa saúde, bom trabalho !

 

quarta-feira, 21 de abril de 2010

DICE Cake

Celebrating DICE... and the DICE meeting in Bucarest ... despite of the volcano cloud , the lack of transports, and the need to use SKYPE to get in touch....

Congratulations to all DICERS and please praise Adam and Ildi, DRAMA, all resourceful persons and the New Technologies for Communicating !

terça-feira, 13 de abril de 2010

Tous ensemble au collège


C'est avec un immense plaisir que je vous annonce que notre DVD-Rom 'Tous ensembe au collège', réalisé par Isabelle Millé et produit par Les Films du Sud, et que vous avez soutenu ou encouragé d'une manière ou d'une autre, a obtenu une mention spéciale du jury Multimédia au festival international du film médical de Liège "Imagésanté" où il était présenté en sélection officielle.
Je tenais à partager avec vous cette bonne nouvelle et vous invite à aller voir le palmarès dans son entier en cliquant sur le lien ci-dessous:
http://www.imagesante.org/fr/edition-2010/palmares

Equipe HBSC en France

Le rapport de la précédente enquête HBSC, La santé des élèves de 11 à 15 ans en France / 2006, est téléchargeable librement à :
http://www.inpes.sante.fr/index.asp?page=CFESBases/catalogue/detaildoc.asp?numfiche=1132)

sábado, 10 de abril de 2010

Educação Sexual

Diário da República ;

· I.ª Série: Portaria n.º 196-A/2010. D.R. n.º 69, Suplemento, Série I de 2010-04-09

Ministérios da Saúde e da Educação

Regulamenta a Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto, que estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar

Educação Sexual: Conteúdos curriculares vão da noção do corpo à gravidez e aborto



Educação Sexual
Conteúdos curriculares vão da noção do corpo à gravidez e aborto

2010-04-09, 12h37

Lisboa, 09 abr (Lusa) - O Diário da República publica hoje os conteúdos curriculares da educação sexual em meio escolar que passam, no primeiro ciclo, pela noção do corpo e as diferenças entre rapazes e raparigas, e no terceiro ciclo, pela gravidez e aborto.

Estes conteúdos curriculares constam da regulamentação da lei que estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar.

Do primeiro ao quarto ano do primeiro ciclo, os conteúdos passam pela noção do corpo e da família, entre outras.

Nestes anos serão abordadas questões relacionadas com "a proteção do corpo e noção dos limites, dizendo não às aproximações abusivas".

No segundo ano, "além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara".

Para os alunos dos terceiro e quarto ano, "o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola".

Em relação ao segundo ciclo - quinto e sexto anos - estão previstas abordagens da puberdade (aspetos biológicos e emocionais), do corpo em transformação, da sexualidade e género ou da prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas, entre outras.

O terceiro ciclo - do sétimo ao nono ano - contemplará áreas como a "dimensão ética da sexualidade humana", a "compreensão da sexualidade como uma das componentes mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projeto de vida que integre valores e uma dimensão ética".

A "compreensão da fisiologia geral da reprodução humana", do "uso e acessibilidade dos métodos contracetivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de ação e tolerância (efeitos secundários)" são temas igualmente a abordar.

"Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais" e "o conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respetivo significado" constam igualmente dos conteúdos.

Está também previsto o "conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respetivo significado".

A presente portaria regulamenta a Lei n.º 60/2009, de 06 de agosto, aprovada pela Assembleia da República em 2009, na sequência e "reconhecendo que a educação sexual é uma das dimensões da educação para a saúde".

A lei inclui "um conjunto de princípios e regras, em matéria de educação sexual, prevendo, desde logo, a organização funcional da educação sexual nas escolas".

SMM.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Fonte: Agência LUSA