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domingo, 23 de novembro de 2008

Noticias do Peru

Estimada Margarita
Respecto de la Autonoma todo va bien, Nuestros alumnos nos informan que estan visitando tu blog.
Te copio una noticia
besos
Jose Livia



quarta-feira, 15 de outubro de 2008

De Chiclayo a Chiclayo II


















Universidade de Chiclayo - Peru ( Faculdades de Psicologia e Medicina)



















Huaca Rajada - O Túmulo do Siñor de Sipán e Tucuma, a planície com pirâmides




Chiclayo- História, gastronomia, trabalho e lazer

Por toda a zona de Chiclayo abundam vestígios da Cultura Moche, pré-inca de entre 200 e 600 anos DC.

Na Huaca Rajada, que visitámos como parte das actividades postas à disposição pela organização do Encontro, visitámos o célebre Túmulo do Señor de Sipán, numa pirâmide em degraus. É uma pirâmide de três degraus que foi crescendo com as sepulturas construídas ao longo de largos anos. São três as mais importantes câmaras funerárias sobrepostas: o Señor de Sipán, o “velho Señor. de Sipán” e o sacerdote.
Na jazidas do Señor de Sipán há 8 pessoas que o acompanharam para a “outra vida” sendo enterrados com ele: um sacerdote, 2 guerreiros, a esposa, mais 2 mulheres, uma criança (símbolo da vida e do futuro) vários animais (cão e lamas) e várias riquezas (necessárias para pagar a entrada “na outra vida”), e alimentos.
Este conjunto túmlar foi descoberto em 1987 e apenas porque começaram a aparecer nos mercados da zona, relíquias em ouro que os camponeses vendiam para o estrangeiro e para museus. A zona encontra-se ainda com vestígios de ter sido abundantemente saqueada (pelos huequeiros/esburacadores), à procura de riquezas ou de dinheiro extra para “ tomarse” (beber um copo).

Túcume , nas redondezas, é uma planície cheia de pirâmides ainda por explorar, que parece um vale enorme com umas elevações artificiais que a erosão deixa com aspecto de montículos, que se pensa serem túmulos cheios de riqueza. Ver tudo até perder de vista implica subir uns 300 metros de escada de pedra, na torreira do sol… mas, agora que passou, valeu a pena!

Por fim fizemos uma “revisão da matéria dada“ no Museu de Lambayeque, um museu em forma de pirâmide em tamanho natural com uma recriação do local em tamanho natural, com réplicas dos esqueletos e mostra das jóias e adornos de conchas, armamentos etc., com a excelente Mabel, estudante de Psicologia e erudita em História (e lendas) Moche.

Aqui em Chiclayo tal como em Lima, ninguém se veste com os fatos de serrano de Cusco e Puno, embora a população seja maioritariamente “índia”. Chiclayo é uma cidadezinha bonita com grandes complexos Universitários (pe a Universidade de Chiclayo para além da Psicologia tem ainda os cursos de Medicina, Arquitectura, Direito, Economia, Engenharia), e com uma bonita praça de Armas, na tradição espanhola, tal como em Cusco e em Lima.


O trabalho na Universidade de Chiclayo

Aqui durante o workshop que fiz no Congresso voltei a constatar com os inscritos, a dificuldade cultural em se dizer “não”, considerado uma falta de educação e de consideração pelo interlocutor. Este “nim” dá origem a várias complicações, uma vez que, de cada vez que pedimos algo no restaurante, no hotel, na rua, a resposta é sempre rápida e positiva, mas depois nunca se sabe o que vai acontecer, e quando…
O tempo é outra das peculiaridades culturais. As horas são sempre “ aproximativas” e um atraso de 45 minutos é bem tolerado, direi mesmo incentivado. Mas no fim acaba por acontecer tudo!

Os Peruanos (pelo menos os que conhecemos) são amabilíssimos, muitíssimo empáticos, a ilustrar o dito “Chiclayo é a terra da amizade”. E este afecto passa mesmo nas cerimónias oficiais.
Durante a cerimónia do Doutoramento Honoris Causa, houve uma grande formalidade, com discursos e actos administrativos-académicos, sempre misturada com um grande orgulho e sentimento de “pertença” por parte de Professores e Alunos, e também com uma grande ternura.
Canta-se o hino da Universidade, o hino da Cidade. No fim dos discursos e da oferta da toga, chapéu e diploma, toda a imensa audiência recebe um copo de vinho doce para o brinde e uns bolinhos para acompanhar.
Esta inusitada partilha de pão e vinho no próprio plenário de eventos científicos e académicos, fica magnífica e apela ao verdadeiro sentido da comunhão.
Depois a “ponência” da praxe, já mais curtinha porque, com os atrasos protocolares, quase se avizinha a hora de lanche. Fiz depois uma conferência sobre a "Saúde dos adolescentes em Portugal e na Europa, nos últimos 8 anos.
Tenho uma nova toga belíssima, debruada a veludo em tons de azul, uma nova medalha com as cores do Peru e muito orgulho nesta distinção!

A agenda social, académica e científica foi carregada, mas vamos daqui com saudades da hospitalidade e afecto de colegas e alunos.

A Política no Peru

Mais uma peculiaridade, esta uma vez mais relacionada com a política local. Há dias o Presidente Garcia tinha aceite a demissão do Executivo, alegadamente envolvido com personagens corruptos.
O novo Primeiro-Ministro já tomou posse e é palestiniano, casado com uma originária de Chicalyo. Este Primeiro-Ministro tem uma curiosa história de 9 anos de prisão no passado por alegado envolvimento com agentes terroristas, mas nunca foi condenado.
O antigo Presidente Fujimori era de ascendência japonesa, afastado do poder também por alegado envolvimento com actos de corrupção, deixou no entanto um partido os “Fujimoristas” que segundo se ouve, esperam que ele apareça para o reeleger nas próximas eleições presidenciais. É interessante esta tendência para o voto para posições de alto nível de poder em indivíduos de ascendência estrangeira, sendo que a população peruana é bastante homogénea, com uma maioria entre quechua, aymaras e criolos, e uma minoria de ascendência espanhola. De onde vem esta confiança (na História Peruana pouco validada) pelos “estranhos”?

Gastronomia
Chicha morada (cor de vinho mas sem álcool)
Pisco sour
Tamalitos verdes
Causas limenas
Rocotto releno
Cebiche
Yuca frita

terça-feira, 14 de outubro de 2008

De Chiclayo a Chiclayo

Doutoramento Honoris Causa na Faculdade de Psicologia da Universidade de Chiclayo - Peru










domingo, 12 de outubro de 2008

De Lima a Chiclayo


















Aqui como em Portugal, a importância do debate sobre os comprotamentos sexuais de risco em adolescentes e estratégias de protecção e promoção da saúde sexual.
















Brigadas de Emergência Psicológica , envolvimento dos alunos nas catástrofes nacionais.

















Aqui a Universidade Federico Villareal, Faculdades de Psicologia e de Engenharia de Sistemas. Cada ano de licenciatura corresponde a uma "Promoção", em que os alunos escolhem um nome de um autor relevante na Psicologia. Um painel de mármore fica afixado no átrio, com o nome dos licenciados.
Em 2008 foi a "Promoção" Albert Ellis. Aqui fica também o meu tributo ao trabalho deste investigador.
Apresentei uma conferência sobre " Percepção de qualidade de vida relacionada com a saúde em crianças e suas famílias", com os resultados do estudo Kidcreen.



































Na Universidade Mayor de San Marcos reuni com alunos de Mestrado de Psicologia Clínica e da Saúde.
Em ambas as Universidades a Faculdade de Psicologia tem uma forte preocupação com a Psicometria. O Prof José Livia tem um projecto editorial, a Revista Peruana de Psicometria, onde deixamos submetidos dois trabalhos.
















Em ambas as Universidades há uma Clínica de apoio Psicológico da responsabilidade dos docentes da Faculdade de Psicologia, aberta aos estudantes tal em Portugal, mas aqui também aberta à população.
Os preços são módicos mas permitem um serviço à comunidade, uma oportunidade de aprendizagem para os alunos, uma oportunidade para a investigação e alguns fundos para os projectos em curso.

sábado, 11 de outubro de 2008

De Lima a Lima III

A Cidade de Lima
Lima está a -7 graus de latitude (quase no Equador) e esperar-se-ia um clima com uma única estação quente, húmida e chuvosa.

Nada disso. Temos frio desde que chegámos a Lima, um frio que entra pelos ossos e dá um grande desconforto todo o dia. O céu está sempre cinzento. Aqui culpam o “El niño” mas este é o clima típico de aqui devido à subida da corrente de Humbold que deixa o mar com uma temperatura de 15ºC. Há também muita poluição.
Lima espraia-se por vários quilómetros em extensão, com poucos edifícios altos a não ser nas partes mais modernas. Qualquer viagem de taxi demora hoooras…

Os colegas das várias Universidades que visitei andam todos sempre de táxi, negoceia-se o preço primeiro e paga-se no meio da viagem. Não há taxímetros. Dizem que não têm carros porque é inseguro conduzir e porque os carros nas ruas são muitas vezes roubados ou vandalizados.

O centro de Lima é uma zona considerada perigosa pelo menos à noite, nas ruas fora da praça de armas (esta muito bonita e sempre iluminada, com arcadas à volta como em Cusco).

Nós estamos em Miraflores, longe de tudo, mas uma zona moderna, pouco interessante mas segura. Estamos perto da praia, mas o frio não a torna apelativa. A nós não, aos surfistas sim… sempre por lá.


A Política no Peru

A política da América do Sul é uma instabilidade constante. À medida que entramos num país estão a acontecer coisas que só não soubemos antes porque não saem das fronteiras. Antes de ontem aqui demitiu-se todo o executivo pela voz do Primeiro Ministro, acusado de envolvimento com ex-dirigentes que lhe seriam próximos e agora são acusados de tráfico de influências, corrupção etc. em negociatas nacionais e internacionais. Ontem o Presidente da República aceitou esta demissão.


Universidades aqui e aí

Um colega confessava-me recentemente que tinha abandonado a Universidade Pública porque estava farto de lobbies políticos à volta da Ciência. Comentou que na sua antiga Universidade havia um conjunto de Professores que se se juntavam em esquemas de poder e não deixavam as coisas evoluir, e por isso tinha optado por ingressar numa Universidade Privada (no Peru consideradas em geral de maior qualidade do que as Públicas), apesar dos anos de serviço público já efectivos.

Fiquei perturbada com esta situação, mas… passada a perplexidade... bem, em Portugal não há memória pelo menos recente de actos de corrupção associados aos dirigentes de Universidades Públicas. Eu não conheço! Mas todos sabemos que nas Universidades (Portuguesas) a vida profissional de alguns docentes é mais simples do que a vida profissional de outros, e esta simplicidade tem quase sempre a ver com a proximidade do lobby no poder…

Como me dizia há meses um alto dirigente governativo nacional, há dois tipo de pessoas que se candidatam ao Poder nas Universidades: umas são as que já têm um grande historial de investigação, experiência e conhecimento e que têm um “sonho” de desenvolvimento Institucional que querem concretizar: esses são os excelentes candidatos que fazem as coisas "acontecer"; mas há infelizmente outro grupo de candidatos ao Poder: os que não têm gosto, nem na realidade grande competência para investigar e leccionar - o poder para estes docentes serve-lhes para dificultar o percurso dos outros, serve-lhes para criar esquemas de controlo, esquemas de atemorização, esquemas de favoritismo e esquemas de compadrio. Corrupção não haverá, em Portugal, mas o conceito está lá todo!

Posto isto faço meu o pesar deste colega, que com tantos anos de investigação e de estudo, tem de sair do seu posto de trabalho habitual para poder trabalhar sem “vender a alma”.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

De Lima a Lima II



















Distinção como Professora Honorária da Universidade Autónoma do Peru, em Lima.
Este evento surge na sequência da previsão do estabelecimento de um protocolo de colaboração no âmbito da investigação, publicações e mobilidade de estudantes.
Apresentei aqui uma conferência " Saúde e comportamentos de risco nos adolescentes portugueses, evolução nos últimos 8 anos"

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

De Lima a Lima



















Vizinhança da Escola e do Centro de Saúde


















Escola Básica ( 4-11 anos) na zona do Centro de Saúde Gustavo Lanatta























Centro de Saúde Gustavo Lanatta, em dia de "huelga", para uma reunião de trabalho.
O Professor José Lívia , docente Universitário, tem aqui um trabalho de orientação e supervisão do serviço de Psicologia.


Reunião com os profissionais do Centro de Saúde. O odontólogo (odontologista), não esteve presente porque estava numa campanha nacional de recuperação da saúde oral dos idosos, providenciando próteses a todos os idosos que necessitem.



















Campanha de vacinação Hepatite B com uma cobertura acima dos 95%.


Visitámos ainda o Centro de Saúde do México, para uma sessão de capacitação com "Obstetrices", profissionais com formação superior, especialistas em partos, também com intervenção na prevenção da gravidez não planeada, nomeadamente na adolescência. Trabalham nas escolas, nos Centros de Saúde e na comunidade.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

De La Paz a Lima VI


















Proibição de fumar em lugares públicos.
Por baixo um alerta sistemático para os locais seguros em caso de sismo.



























Manifestações de música, drama e dança com crianças do primeiro ciclo.


















Em alusão a um qualquer personagem, as crianças desfilam com máscaras e com uma garrafa de cerveja (fechada) na mão .














Imagem do "paro" nas ruas de Cusco.
Manifestação cuidadosamente seguida pela polícia de choque.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

De La Paz a Lima V

















Mostra de dança e música de escolas, no centro de Cusco

















Cusco à noite na Praça de Armas.




















Atenção às pessoas portadoras de deficiência.

















Machu Picchu !

De La Paz a Lima IV























As nossas malas neste pequeno onibus a atravessar de barco o largo Titicaca (Titiq'ala), a 3850 metros.


















Entrada no Peru


















Vigilância para violência sexual, maus tratos e outros atropelos aos direitos humanos.

Da La Paz a Lima II




























A imensidão da paisagem e dificil de captar em foto.

Montanhas no horizonte, mais ou menos escuras, com ou sem neve, com ou sem vegetação; céu, mais ou menos luminoso, mais ou menos nublado.

No plano mais próximo, tudo plano (o altiplano, porque estamos verdadeiramente a mais de 3000 metros), mas esse plano às vezes é árido, outras vezes água (Lago Titicaca), outras vezes verde, outras vezes bem amarelo. Estas cores intermédias são interrompidas pelo vermelho das roupas, pelo escuro dos animais, pelos telhados azuis, de chapa das casas.

Não se imagina a dificuldade de encontrar lápis de cor, mas aqui a cor fazia falta.