quarta-feira, 12 de novembro de 2008

De Puerto Madryn a Buenos Aires



Notícias da Equipa Aventura Social em Portugal ( com saudades!)

A equipa Aventura Social está a desenvolver, nos próximos 3 anos, na Casa Pia de Lisboa um trabalho com alunos, pais, professores, psicólogos e agentes de acção educativa, para promoção da saúde e das competências pessoais e sociais.
Bem ao estilo dos "Cables a Tierra" o trabalho que a Tania tem coordenado e implementado junto com a Mafalda, a Gina, o Ricardo, a Sónia e os alunos do Colégio Nossa Senhora da Conceição ( foto da equipa em cima!).
E agora por aqui pela Argentina ...
Por onde anda a nossa reputação nacional aqui na Argentina !
As coisas que se aprendem em actividades da vida diária como a ida a um centro de Estética (Aqui na Patagónia – Argentina).
Estamos habituados a encontrar por todo o mundo, quem “ ouviu muito falar de Portugal”.
Antes referiam Eusébio e Amália, mais desgraçadamente Salazar.
Depois veio Carlos Lopes, Figo, Rosa Mota, Mourinho, Cristiano Ronaldo.
Menos frequentemente Camões, Saramago, Pessoa. Ainda mais raramente Jorge Sampaio e António Guterres.
( Por aqui têm Gardel, Eva Peron, Che Guevara e Maradona)
A esteticista deste Centro tinha ouvido falar "muito de Portugal", onde segundo ela "se tinha inventado um concurso onde casais viviam separados umas semanas, assediados por sedutores(as) contratados".
O concurso tinha sido muito popular na Argentina e dado muito prestígio (?????) a Portugal.
Os casais argentinos foram mesmo a Portugal para filmar as cenas e, o inventor deste concurso era o “Senhor Endemol” (????)

Pois, nós também não sabíamos que nos intervalos do massacre nacional a Endemol vendia os seus préstimos à Argentina.
(Não teremos mais nada para exportação?)

Notícias da OMS- Veneza - WHO/HBSC Forum 2007 report


WHO/HBSC Forum 2007 report


Dear Authors,

Please find enclosed the link to the web version of the final WHO/HBSC Forum 2007 report on

"Social Cohesion for Mental Well-being among Adolescents":

http://www.euro.who.int/eprise/main/WHO/Progs/SED/hbsc/20080821_26

This has a downloadable pdf for the whole report as well as a separate pdf for each separate case study and background paper.


Thank you for your collaboration and best regards,


WHO/HBSC Forum 2007 Task Force


( Parabéns aos meus co-autores, no CASESTUDY- PORTUGAL)







Notícias de Portugal

"Recomendo o blogue dum amigo meu, jornalista"

Pau para toda a obra


O João Severino é um jornalista ( da " escola de Macau"), com muita graça e intensidade, vejam o seu atarefado e acutilante blog..

Um destes dias fez referência ao Blog do Miguel.
Nós também conhecemos o Miguel, não desde a adolescência, mas parece que o conhecemos desde sempre.
Também apreciamos as suas fotos. Aliás temos algumas do Alentejo, Tailândia, Cuba e São Tomé.Já tinhamos o seu blog na nossa faixa lateral.


"Este blogue é de um amigo que conheci quando ele era um adolescente muito educado, respeitador, culto e bom estudante. Hoje é engenheiro e dos bons. Bom mesmo, é a tirar fotografias. Vale a pena visitar " ( Miguel ao quadrado)

www.miguelaoquadrado.blogspot.com




Notícias de Portugal




O Eduardo Salavisa é muito conhecido em Portugal pelos seus " Diários gráficos".

Andou também por aqui pela América do Sul, há uns anos. Aqui fica uma aguarela de sua autoria, a anunciar desde já o livro que vai publicar em Portugal, em Dezembro. Tem uma webpage e um blog que estão aqui na faixa lateral em "Interessante em Portugal". É também um blog associado do Público.




"Envio--te dois desenhos que fiz quando andei por Bariloche, na zona dos grandes lagos entre Argentina e Chile.


Continuação de uma boa viagem. Tem sido realmente incrível. Tenho seguido pelo blog, claro. Quando chegam?


Bjs


eduardo"

Notícias do BRASIL




II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE HABILIDADES SOCIAIS
Rio de Janeiro , 4 e 5 de Junho 2009


"Oi, Margarida.

Finalmente, o cartaz do evento. Clicando no site, ao final do cartaz, você acessa os detalhes do evento.

Eliane"




Clique aqui se não estiver visualizando este e-mail corretamente.


De Puerto Madryn a Puerto Madryn
















Baleias, focas, elefantes marinhos, pinguins, emas, um paraíso ecológico sem mais palavras, a não
ser para sublinhar a emoção de ver, a metros de nós, um bebé-baleia branco a brincar com a sua mãe, saltando por cima dela e batendo-lhe com a cauda.

Agora...transcrição fonética do modo argentino especial de falar espanhol

(um doce para quem traduzir!):


Estamos en Puerto Madryn, una bixa muy bexa. Axer nos fuemos a un avistaxe de baxenas y baxenotes




terça-feira, 11 de novembro de 2008

De El Bolson a El Bolson IV



Mais "capacitação" para professores em El Bolson com a equipa da Mónica.
Mais de 200 professores e muito interesse por parte da comunicação social.
Fiz uma conferência sobre “Sexualidade na adolescência: o estado da arte e novos desafios”.
Falou também a Mónica Borile e a Letícia Lopez, e os “ Cables a tierra ” falaram sobre o trabalho em Norquinco.
Fizemos depois todos juntos uma reflexão sobre os problemas mais prementes na juventude daqui: a gravidez não desejada, o abuso de álcool , a desesperança, a falta de comunicação inter-geracional, os pais e a sua falta de monitorização e estruturação na vida dos filhos, o abuso físico e sexual na família, a violência entre-pares, suicídio…

Falou-se de adolescentes e crianças “sós”, isto é acompanhadas de pais "castigadores, autoritários, superprotectores, invasivos, negligentes, passivos, ausentes ou abusadores".
Reflectiu-se sobre a promoção da comunicação e convívio inter-geracional, com afecto e definição de regras e papeis, respeito e consideração mútuos e sobre o trabalho com pais sem “competição” nem confusão de papéis…

Estes futuros “orientadores sexuais” já com uma formação e conceptualização bem mais complexa do que os de Norquinco, reflectiram sobre “afinal de que se fala quando se fala de sexo”? : amor, procriação, recreação, exploração? Este assunto é complexo, sobretudo se pensarmos que um dos problemas aqui emergente é justamente o abuso sexual de menores (por familiares), a gravidez na adolescência e o consumo de alcool (70% das primeiras relações sexuais ocorreram após abuso de álcool)

Discutiu-se a dificuldade sentida pelos formadores em abordar temas relacionados com a sexualidade: falar dos órgãos reprodutores, da prevenção de HIV, de contracepção da gravidez na adolescência parece bem mais simples do que falar de prazer, de IVG e de abuso sexual.

Falou-se do “ olhar (adulto) que mancha” e sua influência na reputação, expectativas de futuro e qualidade de vida dos adolescentes que de algum modo apresentam (temporariamente) comportamentos “marginais”. Em meios pequenos estes comportamentos são facilmente identificáveis e dificilmente esquecidos.
Os adolescentes queixam-se dos adultos e dos seus “boatos” , doa adultos que " crédnão lhes dão ito" e por outro lado dos adultos que "querem ser como eles" ( tal como em Norquinco!. Propôs-se uma abordagem centrada por um lado no apoio aos projectos dos jovens e por outro lado à mudança da atitude dos adultos.

À TV4 falei do trabalho da Mónica, do seu empenho e qualidade e inovação do seu trabalho.
Aqui, (como talvez por todo o lado!) empenho, inovação e qualidade raramente são apoiados pelo poder político, traduzindo-se em dificuldades escusadas e adicionais no trabalho e prejuízo para os jovens e suas famílias…. Falei-lhes ainda dos “ Cables a Tierra”, este grupo que esteve connosco em El Bolson e com quem eu já tinha feito um workshop em Cipollletti - 2 estudantes de medicina e uma de psicologia, estudantes com uma enorme energia, competência, empenho (e sucesso) em lidar com alunos, quer em grandes grupos em sessões de sensibilização, quer em pequenos grupos, na formação de novos “ Cables”. (“Cable a tierra” - liga-te à terra para crescer melhor!)


Gastronomia

Parrilhada ( mas é preciso ser argentino para encontrar carninha no meio dos ossos!)
Borrego patagónico
Empanadas
Comida italiana: massas, pizzas e milanesas.
Chocolates de Bariloche e de El Bolson
Cerveja artesanal de El Bolson
Vinho de Mendoza e da Patagónia







De El Bolson a El Bolson III





Norquinco é uma escola no fim de tudo.
Para lá chegar, terra de gravilha durante 2 horas, ventos patagónicos a empurrar o carro e as pessoas.
Na escola estava combinada uma sessão com os professores onde a Mónica me pediu para falar de “Risco e protecção na infância e na adolescência" e os “Cables” fizeram uma sessão com os alunos para recrutar um grupo de futuros pares, para formar e supervisionar no trabalho de promoção da saúde dos colegas.

Da sessão com os professores fica claro que o principal problema daqueles miúdos (as) é a desesperança e falta de expectativas para o futuro.
Os professores, uma vintena, incluía um grupo de cépticos, um grupo de alheados e um pequeno grupo “negativista/perverso” a tentar deitar tudo abaixo (a começar pela formação que haviam pedido) e claro, um grupo empenhadíssimo quase desesperado com estas barreiras. Onde já vi eu isto?

É mais fácil trabalhar com os alunos: os professores incluem quase sempre entre eles, um grupo de "olhar" negativo ou imóvel, que bloqueia ou deprime os seus próprios colegas e dificulta o trabalho com os alunos...
Com os alunos a coisa correu bem, os maiores problemas identificados são a falta de crédito os adultos lhes conferem, os adultos que os tentam imitar (e que perdem o crédito?) os boatos que se geram na população e entre adultos na escola, que lhes arruínam a reputação e o futuro…

Almoçamos na residência onde vivem 19 crianças.
As crianças vivem durante a semana nas escolas, porque a região é grande, as estradas más e as famílias habitam longe. O mais novito, Sebastian, tinha feito 7 anos há dias e estava contente porque ia ver os pais no fim de semana.

O vento, esse acompanhou toda a viagem, varrendo a estrada e quase nos impedindo de andar.
A estrada foi sempre sendo plana com rara estepe a ladear, até ao fim do mundo!
Muitos quilómetros de terrenos, propriedade da Bennetton. Mas se acham que isso significa postos de trabalho para a população local... parece que não... trouxe apenas carneiros e sub-emprego!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

De El Bolson a El Bolson II


" Cumbio" em fotos recentes do seu "Fotolog" - uma lider da sua geração, aqui na Argentina






"Floggers"

Desde Bariloche começámos a ver jovens entre os 10 e os 18, com uns penteados infrequentes, semelhantes entre si mas diferentes do habitual.
O corte era como se aproveitasse o vento patagónio e estivesse projectando o cabelo para a frente, franja longa sobre um olho e "ar" geral, de ter sido cortado com uma tesoura romba.
Elas de ar andrógino, eles de ar feminino, ambos de ar assexuado.
De tal modo estes jovens inundam a paisagem que pensámos que seria um grupo musical que estavam a tentar mimetizar. Hipótese incorrecta!

Uma nova tribo urbana que nos tinha escapado até ali! São os “floggers”.
Efectivamente uma tribo urbana que começou e abunda (pelo menos para já) na Argentina.
São moços e moças que divulgam a sua foto em várias poses no “Fotolog” , que aqui é mais popular do que o “Facebook” e o “Myspace”.
Têm uma aparência ( corte de cabelo e roupa) negligentemente aprimorada, um gosto musical “techno”, um modo de dançar e um estereótipo social de futilidade.

Estes “flogger” (a palavra vem de algum modo de "foto + blog"), têm aqui um expoente máximo que é uma jovem de 17 anos, “Cumbio” . Tem milhares de fãs, um blog ( “Fotoblog”/ "Fotolog") e uma página web visitada por milhares de adolescentes diariamente.
(A NIKE descobriu-a e "patricinou" o fenómeno..).
Cumbio começou por incentivar os jovens que andavam pelas redes sociais da net a “mostrar-se”, e agora é ver qual deles cuidando e exibindo mais da sua (aparentemente negligente) mas produzidissima aparência. Tiram fotos pessoais compulsivamente e expõem-nas no “Fotolog”.
“Cumbio” faz agora apelos a encontros “ ao vivo” entre estes jovens que até aí trocavam intimidades apenas no espaço virtual. Combinam encontros em espaços impessoais, tipo centros comerciais onde, sendo tantos e tão semelhantes, o anonimato fica garantido. Os centros comerciais têm grupos imensos deles, por alí!

Nunca tinhamos visto, mas os "Floggers " e os "Cumbies" ( nome inspirado de uma forma musical) e os "emos" ( de hemo-sangue, os que praticam e incentivam outros a praticar auto-mutilações) são aqui as tribos juvenis mais frequentes provocando grandes emoções e mesmo algumas guerras entre eles que têm "entusiasmado" a imprensa.

Depois do estudo HBSC de 2006 já tínhamos identificado estas duas novas formas de ideosincrasias juvenis: as auto-mutilações e a compulsão ao espaço virtual e suas potencialidades socializantes, nos “novos” adolescentes.

O sub-grupo "Flogger" era-nos ainda desconhecido.

Ora passem no Google e peçam : Flogger, Fotolog, Cumbio e Cumbies e vão ver o que aprendem!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

De El Bolson a El Bolson







Na Escuela Novos Horizontes, os alunos do 4 e 5º ano ( 14-16 anos) aprendem português com a Tati, professora argentina que domina o brasileiro embora "não tenha ninguém para praticar".


Visitámos estes alunos a pedido da professora, para lhes falar português.

Entregaram-me várias cartas escritas em português e endereços de e-mail para eu levar para Portugal. Já os distribuí por alunos portugueses da mesma idade, para troca de ideias e de experiências e claro para praticar a língua.







Notícias de Portugal




A Fernanda Câncio é uma jornalista portuguesa. Uma mulher de coragem e de causas.

Conheci-a há uns anos e admiro a sua frontalidade e a sua imensa energia e persistência, tentando identificar e combater injustiças sociais.

Cidades sem nome- crónica da condição suburbana foi apresentado por António Barreto, em Lisboa.

De Bariloche a El Bolson









A propósito do comentário do Marcelo Urra , tinhamos comprado estes filmes (bolivianos) na Bolivia. Só agora, com as noites de temporal Patagónico, tivemos tempo para os ver.

"Los Andes no creen en Dios" foi um dos filmes do Festival de Cinema de Asunción, na altura em que passámos pelo Paraguai. São filmes fora do circuito comercial, mas que vamos levar.


Posada de Hammelin em El Bolson, com uns excelentes pequenos-almoços.

Uma casinha de bonecas!

Pena é não haver ligação à internet, nesta altura em que tenho vários trabalhos para acabar e enviar!




Festival de Jazz local, pelo menos desde 2003. Este ano vamos perdê-lo por poucos dias.



Instituto Médico da Comunidade, onde a Mónica tem consultório de pediatria e de saúde integral do adolescente (pequena parte da sua imensa e entusiasta actividade, de que haverá noticias a partir de amanhã).


Notícias de Bolívia




Sobre la situación de Bolivia

Marcelo Urra

Durante mi estadía en Bolivia pude estar presente en el momento en por una parte se había dado la matanza de Pando a comienzos de este año, había enfrentamientos entre sectores de los departamentos autonomistas y las milicias de campesinos e indígenas que apoyan a Evo Morales.

Mi primera impresión y por la cual pude comprender la intensidad y la profundidad del problema del cual me di cuenta conocía muy poco, fue el hecho de ver la ciudad Santa Cruz embanderada no con la bandera de Bolivia sino con la de Santa Cruz.

Santa Cruz es parte de los departamentos que han declarado su intención de ser autónomos. El grado en el cual se puede entender la idea de autonomía es variable y claramente hay sectores muy radicalizados. Esta zona que corresponde al lado orienta de Bolivia tiene una historia de poblamiento particular además de un clima muy distinto, muy similar al que uno podría encontrar en centroamérica, con mucha vegetación. En contraste en el lado occidental están las zonas de mayor altura, está la cordillera y mayor población indígena. No obstante que Bolivia es una país mayoritariamente indígena las diferencias fenotípicas son parte del conflicto, lo cual complica las cosas aun más.

Desde cierto punto de vista el problema crítico se encuentra en la idea de nación. Esta construcción de los estados modernos, fuertemente arraigada en la idea de propiedad de un territorio, que en realidad más bien usa el término soberanía. Pero no está asociado a los valores de la democracia, de la participación, la ciudadanía, la república, etc. Es un sentimiento que los "estados-nacionales" se encargan de potenciar como un modo de incrementar la unidad de quiénes viven en ese territorio. El nacionalismo se va llenando entonces con la idea de defender ese territorio, defender la soberanía, la bandera, etc.

Entonces básicamente el problema el pude encontrar es que al menos en Santa Cruz y probablemente también en el resto de los departamentos de autonomistas o denominados también de la "media luna", ha desarrollado una identificación con la nación "cruzeña" que es superior a la nación "boliviana".

Esto claramente genera problemas, como cualquier conflicto que se de entre dos naciones, cuando existe el conflicto claro. Se extreman las posiciones, se devalúa al exgrupo, se lo homogeiniza, todos aquellos procesos y sesgos que ya hace un buen tiempo describiera Henry Tajfel. Es decir, es una situación muy difícil, por cuanto por decirlo de algún modo la nación "cruceña" está atrapada en otro territorio que es parte de la nación "boliviana" con la cual no se identifican o bien derechamente rechazan.

La intensidad de este desapego o rechazo varía y hay posiciones más radicalizadas que otras. Las posturas más extremas incorporan el elemento fenótipico. Hablar de diferencias raciales no parece adecuado u "objetivamente" correcto porque indígenas puros no estoy tan claro si se tengan datos absolutos sobre ello. Es más muchos quienes inmigran a Santa Cruz por ejemplo dejan de autopercibirse como indígenas y se ven a sí mismo como criollos. Fenómeno que ciertamente da cuenta de un proceso psicosocial mucho más fuerte en el cual la identificación social es aparentemente determinante.

En este plano, y así puestas las cosas, parece que la posibilidad de un acercamiento parece difícil y de allí lo preocupante. Lo que está en juego no es una ideología que en el mejor de los casos pudiera generar cierta empatía por parte de quienes están al otro lado del grupo en conflicto, es decir que acepten que finalmente y como parte de la condición los seres humanos tenemos creencias diferentes y que eso hace inevitable la política etc. Si no que dado que el problema llega a identificarse con el aspecto o el color de la piel se vuelve una situación de conflicto todavía más arraigada o casi imposible de resolver.

Este año en Bolivia se han visto ya varias situaciones de enfrentamiento, ha habido muertos y situaciones que se están investigando por las responsabilidades que implican etc. Tal cual se presentan las cosas parece muy preocupante la situación.

Hace un par de semanas me contactó un amigo en Bolivia y me contaba que se dio un acercamiento entre el gobierno y la oposición para lograr la aprobación de la nueva constitución política en Bolivia. Sin lugar a dudas si no es con la negociación y el acercamiento de posiciones parece muy difícil lograr avanzar de manera mayormente constructiva en este proceso. Continuar con el conflicto en un proceso que tiende a la polarización y la radicalización de las posiciones, nos recuerda las fuerzas centrífugas que describió el politólogo Giovanni Sartori y que en las revisiones sistemáticamente llegan a la destrucción. El caso del golpe de estado en Chile el año 1973, el cual generó una profunda división o clivaje que aun persiste en Chile después de más de 30 años en este país, es un ejemplo de ello. Esperamos que el camino de la paz prevalezca siempre.
Falámos com o Marcelo Urra, da Universidade ARCIS em Santiago do Chile, e vimo-lo tão perturbado com a situação na Bolívia quanto nós.
Tinha estado em Cochabamba na semana anterior.
Mandou-me a meu pedido esta reflexão, que publico com a foto de um filme/ documentário do PNUD, e apelo para um debate aprofundado!