sexta-feira, 5 de setembro de 2008

De S.Paulo a S.Paulo II

Hoje foi dia de museus. Todos dentro do campus da Universidade de São Paulo.

Comecei pelos magníficos museus do Instituto Butantan: um serpentário, um museu de biologia, outro de microbiologia e ainda um museu histórico. Depois o MAC, de arte contemporânea, o MAE de arqueologia e etnografia e o Museu de Geologia da Faculdade de Ciência Geofísicas.

O Instituto Butantan, fundado em 23 de Fevereiro de 1901, é um centro de pesquisa biomédica, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, responsável pela produção de mais de 80% do total de soros e vacinas consumidas no Brasil.
Para prossecução das suas actividades possui grande número de ofídeos dos quais expõe, ao ar livre, algumas espécies mais adaptáveis ao cativeiro. Em jaulas de vidro dentro do Museu de Biologia podem ver-se dezenas de espécies.

O Museu de Microbiologia dá uma visão desde os fungos até aos priões. Fungos, protozoários e bactérias podem aí ser vistos ao microscópio. Ficam, naturalmente, fora da visão os vírus e priões, dos quais são apresentados modelos.
O Museu Histórico descreve a evolução do Instituto desde o sítio de Ibu-tá-tá (terra-dura-dura), passando pela fazenda de Ibutatan e até hoje.
Sobre o MAC (lamento a minha falta de competência) entrei e saí sem um mínimo de afeição por qualquer uma das obras expostas.

O MAE tem, para além de um sector mediterrânico e outro africano menos interessantes para o visitante europeu, um importante acervo de materiais sul-americanos. Os Índios brasileiros são aqui descritos nas suas culturas ancestrais e na sua evolução ao contacto com a cultura industrial.
O MGFCG tem uma imensa colecção de minerais, rochas, pedras. Todos com indicação de nome e respectiva composição química.
É, com certeza, de inestimável valor para o estudante mas também de imenso gozo para a vista do turista.

Incluíndo os passeios a pé e de autocarro (onibus) foi um dia bem agradável este passado nos 50 hectares do campus da USP.
Note-se o gosto que aqui temos ao ouvir onibus (em Portugal escreveríamos omnibus) em vez de "ónibâss" como pronunciado pela maioria dos Portugueses desconhecedores, que tratam esta conjunção latina como se de inglês se tratasse (?). Também dizem "áitéme" (item) e ainda os hei-de ouvir dizer "sainé daié" (Sine die). É triste mas é verdade.






Alunos visitando o Museu de Microbiologia












Serpentário no Instituto Butantan














Procurámos de tarde uma esplanada para trabalhar, ao sol, longe do hotel.
O Hotel Howard Johnson é um exemplo acabado de má hotelaria.
O pessoal acumula-se e perfila-se no balcão da recepção, mas nada, nada e nunca, corre bem…

O hotel é central e perto da Universidade o que daria para evitar o caótico e imenso trânsito de S.Paulo. Daí a escolha.
É um hotel "standard" daqueles que há, iguaizinhos, por todo o mundo.
Pessoalmente preferimos hotéis mais característicos, mais do tipo familiar e local, mas, na verdade, estes hotéis internacionais costumam brindar o cliente com um serviço de qualidade, no sentido estrito de “sempre igual”.

Aqui corre tudo mal… a ligação à net, acessível por períodos de 24 horas a preço módico, não trabalha dias a fio e desde há 5 dias que nos garantem que o técnico está a providenciar.
O “café da manhã” mantêm há 5 dias um (o mesmo) bolo de chocolate, que hoje apresentava já sinais do devido envelhecimento e desidratação.
O jantar de ontem era praticamente intragável… uma porção de legumes a acompanhar um objecto não identificado coberto de molho (na lista o objecto dava pelo nome de peixe!).

Hoje a fugir do hotel fomos até uma esplanada nas redondezas. Um restaurante na rua paralela, com uma esplanada agradável, coberta de vegetação.
O empregado não tardou: “Você fumam?”, “Não?”…. “Então não pode sentar, só lá dentro… a esplanada está reservada a fumadores !!!!!!!!”
Nunca tinha acontecido, mas para nós que adoramos esplanadas em dia de sol…
Custa pensar que a nossa única hipótese é começar a fumar!!!!!


Mas falando de coisas interessantes. A visita ao Instituto de Psicologia foi rica em informações e experiência.
A Prof Edwiges Mattos Silvares (Professora Edwiges ) é minha conhecida de longa data. Nas últimas décadas fomo-nos vendo um pouco por todo o Mundo, ela já me tinha visitado em Lisboa, só faltava mesmo esta minha visita à sua Universidade. Toda a gente a reconhece pelo carinhoso nome de “Vivi”. Apesar da sua juventude foi professora de meio mundo no meio profissional de psicologia por todo o Brasil. É, enfim, daquelas pessoas que “abriram portas e horizontes” aos seus estudantes.

A Universidade de S.Paulo é enorme! Mais de 50000 alunos, mais de 40 Escolas, um campus com uma linha permanente e gratuita de transporte entre escolas.
Há vários museus (entre os quais um de Microbiologia, onde veja-se na foto, também abundavam crianças-visitantes, interessados no assunto), variada oferta de logística hoteleira, um Hospital Universitário e, pelo menos no Instituto de Psicologia, uma Biblioteca invejável… (Universidade de S.Paulo )

No Instituto de Psicologia (Instituto de Psicologia) para além das minha palestra e workshop, contactei os alunos de doutoramento (aqui diz-se “de doutorado”) e seus projectos, alguns dos quais incluídos no “Projecto Enurese”, ( Projecto Enurese ) uma linha de pesquisa em que a Edwiges é uma referência a nível mundial. Desenvoveram e têm a patente de uma intervenção terapêutica e um instrumento terapêutico para este problema.

Ficámos em promessas e projectos de que uma representação deste projecto deveria ir a Braga, em Abril de 2009, participar num evento que estamos a organizar colaborando com a Universidade do Minho, o Congresso Ibérico “Saúde e Comportamento”.
Fui, com os estudantes de pós graduação e estagiários, ver o seu trabalho no serviço de Pediatria do Hospital Universitário. Alguns psicólogos fazem jogos didácticos com as crianças à espera de consulta de pediatria num cantinho recreativo; outros conversam com os pais também na sala de espera ouvindo-os e identificando problemas e recursos familiares. Mais um exemplo a seguir, com muito impacto e baixo custo, uma vez que este serviço conta com a colaboração de estagiários de graduação, supervisionados por dois seniores, a própria Edwiges e mais um psicólogo graduado.

Adiantamos um pouco no projecto Luso-Brasileiro “ Projecto Serviços-Escola de Psicologia” , que vamos desenvolver em conjunto, on-line (Serviços-Escola de Psicologia ).

Uma das doutorandas da Vivi, a Carol Guisantes está a fazer o estudo piloto do HBSC (HBSC) no Brasil, mais exactamente em S.Paulo e Curitiba. Juntámos as bases de dados dos nossos dois países e temos já um artigo cozinhado, em que ela vai trabalhar até à minha passagem por Curitiba, mesmo antes do meu regresso. Estamos a comparar os alunos Portugueses e Brasileiros no que diz respeito aos problemas de comportamento e competências sociais e sua influência nos estilos de vida.

Estivemos hoje a ver revistas especializadas em língua Portuguesa, e factores de impacto ( CAPES e ANPEPP )

Tive ainda ocasião de reunir com a Directora do IP , acertando projectos de assinatura de um protocolo entre as nossas Instituições, para colaboração em investigação e intercâmbio de alunos e professores.

Entretanto recebi hoje um e-mail com a referência da legislação Portuguesa referente à recente criação da Ordem dos Psicólogos em Portugal.
Aqui no Brasil, 2008 é o ano da Psicologia: Profissão na Construção da Educação para Todos (ver Psicologia)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

De S. Paulo a S. Paulo
















Hoje foi verdadeiramente interessante a conversa com os alunos de pós graduação do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Desenvolvo em breve;

Aprendi muito da realidade Brasileira (de modo mais lato Latino-Americana), em questões como as trajectórias e as vicissitudes das democracias, a questão religiosa e a filosofia de vida da nova geração de adolescentes.


A propósito de convergências (nem de propósito) lia-se hoje no jornal "O Estado de S.Paulo" que num estudo semelhante ao HBSC ( http://www.hbsc.org/), incluindo 6308 alunos de todo o Brasil, que nas idades de 13 a 16 anos, 22.1% já tinham iniciado a sua vida sexual. Percentagem semelhante à portuguesa no estudo de HBSC 2006, para as mesmas idades ( http://www.aventurasocial.com/) . um quarto dos que responderam afirmativamente a esta questão, referiram uma idade de inicio de 14 anos. Enfim, nada de muito diferente!
Aqui como aí, os especialistas continuam a alertar os governantes para a necessidade de não negligenciar a educação sexual nas escolas.
Aqui como ai, esperamos que a mensagem não tarde a gerar mudança!

Na mesma página do jornal, numa outra noticia na área da saúde, lê-se que num outro estudo feito em 132 países, os brasileiros são os mais optimistas face ao futuro dos próximos 5 anos, embora menos bem classificados no optimismo face ao presente ( de Portugal não se fala).















Aqui S. Paulo visto do edificio Italia, imponente e idêntico a toda a volta, a partir deste 44 andar.















Na zona da Sé muitos sem abrigo, nesta zona central mas despovoada da cidade.














Pinacoteca de São Paulo : alunos das escolas a desenhar pelo chão!

Os museus não são só para ver, são também para viver e para voltar.

Além disso pagamos dois reais, menos de um euro!

Mais publicações da equipa:

Revista de Saúde Pública

Saiu mais uma publicação nossa na Revista de Saúde Publica 42 (4), aqui do Brasil:

Percepções de professores portugueses sobre educação sexual/ Perceptions of Portuguese teachers about sex education

Lúcia Ramiro;
Margarida Gaspar de Matos

Que está acessível nas bases SciELO Brasil e SciELO Saúde Pública.
http://www.sielo.br/
http://www.scielosp.br/

OBJECTIVE: To assess perceptions and attitudes regarding sex education among middle and high school teachers in Portugal.
METHODS: A study comprising 371 middle and high school teachers, both female and male, was conducted in Portugal in February and March 2006. Data was collected through snowball technique. The questionnaire was made up of two parts: the first collected data on demographics, career, religious background and training and experience in sex education; the second part presented three measures related to sex education, one assessed attitudes, another importance given to sex education, and the third the grade at which respondents believed sex education topics should be taught. The analysis of differences between gender, trained and untrained teachers in sex education, and experienced and non-experienced teachers in teaching sex education was carried out using ANOVA.
RESULTS: Overall, teachers showed a fairly straightforward attitude towards sex education and assessed it as moderately/highly important. Body image was found to be the only topic that should be introduced in the 5th and 6th grades. Female teachers [F(1;366)=7.772;p=.006], trained teachers [F(1;351)=8.030; p=.005] and experienced teachers in teaching sex education [F(1;356)=30.836;p=.000] showed a more positive attitude towards sex education (M=39.5; 40.4; 41.3; respectively). Only trained teachers assessed its teaching as highly important [F(1;351)=5.436;p=.020]; and female teachers believed it should be introduced earlier [F(1;370)=5.412;p=0.021].
CONCLUSIONS: In general, teachers favor sex education in school. The fact that most topics of sex education are only taught in the 5th-6th or 7th-9th grades may have serious consequences since sex education has to be introduced before students engage in sexual behaviors.
Keywords : Sex Education [manpower]; Teaching; Curriculum; Health Knowledge [Attitudes]; Health Knowledge [Practice].

Lúcia: Parabéns!

La Presse Medicale, Elsevier
Outro nosso artigo submetido a La Presse Medicale, Elsevier, foi também aceite.

Effet de l'activité physique sur l'anxiété et la dépression Effect of Physical Activity on anxiety and depression

Margarida Gaspar De Matos,
Luis Calmeiro,
David Da Fonseca, France

Les avantages de la pratique de l’activité physique sont maintenant reconnus tant du point de vue physiologique que du point de vue psychologique.
Il y a des études qui démontrent que l’activité physique est associée à une importante réduction des états dépressifs et anxieux, dans la populations générale comme dans des sous-groupes ayant un diagnostique psychiatrique d’anxiété ou de dépression.
Ces bénéfices de l’exercice physique peuvent s’expliquer par des processus physiologiques, biochimiques et psychologiques.
L’activité physique peut être considérée comme une aide thérapeutique aux approches psychothérapeutiques et pharmacologiques de la dépression et de l’anxiété.
Elle semble donc constituer un type de traitement non spécifique avec un réel potentiel psychothérapeutique qui a été jusqu’ici négligé.
Mots–clé: Activité Physique, Dépression, Anxiété, Santé Mentale

Luis e David : Parabéns !

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Do Rio a S. Paulo II












Viagem tranquila para S Paulo de autocarro (onibus).
Das localidades pelo caminho, registam-se os pormenores mais salientes: uma estrada lindíssima à beira-mar, uma estrada de montanha às curvas e contra-curvas (mas desta vez o condutor era sereno!), a multiplicidade de cartazes publicitando candidatos para as próximas eleições, e a tipologia dos serviços mais populares em cada localidade (cafés, drogarias e "Assembleias de Deus").
Da religiosidade da população falarei um dia, se me der a coragem, porque é sem dúvida um assunto fracturante, mas de importância nacional.

Das próximas eleições aqui vai mais um descritivo:
Afinal no acto eleitoral, quando se marcam aqueles números atribuídos a cada um dos candidatos, aparece a foto do candidato(a) e requer uma confirmação.

Na campanha eleitoral na televisão, faz-se um apelo sensato mas insólito “Não venda o seu voto, só assim pode impedir a eleição de maus políticos”.

As eleições por aqui, como por todo o lado, dão muitas notícias: O Globo anda a desenvolver a notícia da prisão de uma candidata por suspeição de vários ilícitos relacionados com o processo eleitoral.
Na leitura do jornal damos conta que alguns candidatos líderes de milícias, estão a ser investigados por suspeitas criminais, arrastando com eles forças policiais também envolvidas.
Muitas das suspeitas têm justamente a ver com processos vários de “compra” de votos. A televisão passa uns spots apelando para a resistência à extorsão.
As milícias apareceram como organizações locais de auto-defesa, num movimento de organização das favelas contra a liderança dos “narcos”.
Pelos vistos acabaram em muitos casos por se tornar organizações paralelas, que protegem a população mas a troco de pagamento, que robustecem, e cujos líderes pelos vistos também se candidatam às eleições.

Durante a campanha eleitoral, aparentemente há patrões que garantem despedimentos, outros garantem que molestam, outros optam por outra estratégia e prometem benefícios na terra ou nos céus….

Alguns obrigam a uma foto de telemóvel do acto eleitoral para confirmar o sentido do voto (o que é proibido), outros ameaçam que verão em quem cada um votou através de uma gravação local.
Os meios de comunicação social desdobram-se em afirmações que tudo isto é impossível. Mas a população tem medo!

Para dar uma nota construtiva um vereador de um município na zona do Rio de Janeiro, implementou, para promover a cidadania, a Câmara Mirim. Os alunos das escolas do município candidatam-se com autorização dos pais e são eleitos Vereadores Mirins do município, nos variados pelouros, pelos seus pares. A experiência iniciou-se com um mandato de um mês, mas espera-se que em breve venha a estender-se a um ano .

Que tal levar os nossos alunos a inteirar-se, interessar-se, estudar e ter uma voz, em relação aos vários problemas, de áreas diversas, dos vários Municípios, em Portgal?


Pormenor curioso para a chegada a S.Paulo ( já tinha acontecido no Rio) : há por todo o Brasil um sistema bem cómodo e seguro para os turistas e também para os locais: o táxi pré-pago.

Chegados a um aeroporto ou uma estação rodoviária, o viajante que não conhece a cidade não tem que se preocupar em fugir de um taxista desonesto ou incompetente. Há cabines ou quiosques de venda do serviço de táxi a preço fixo de acordo com o destino. Este serviço é cómodo e descansativo: o táxi não nos leva a fazer passeios imensos com o simples fito de uma corrida mais longa.
Porque será que não existe em Portugal?
Não estarão os Governos ou as Câmaras Municipais interessados em facilitar este serviço? Porquê?

domingo, 31 de agosto de 2008

Do Rio a S.Paulo

Angra dos Reis com sol















Angra dos Reis com forte chuva













A Casa do Bicho Preguiça






Um posto de trabalho que convida a ficar !












Para fim-de-semana escolhemos Angra dos Reis, desde logo avisados que “ era bonito, até quando chove”, e que chove muito…

Falemos primeiro do “transfer” que adjudicámos a uma agência turística, um condutor particular, de profissão condutor de ambulância, que na sua folga fez este serviço, para almofadar o parco orçamento mensal (aqui o ordenado mínimo é cerca de $400 reais (menos de 200 euros).

Não vou fazer a descrição desta viagem, deixando ao sabor da imaginação as emoções fortes possíveis num automóvel velhote, conduzido por um condutor de ambulância, exímio na técnica que os franceses celebrizaram com a expressão “queue de poisson”!...

Estes dois dias em Angra foram providenciais.
A Casa do Bicho Preguiça (Casa do Bicho Preguiça) pertence a um casal com 3 filhos.
Quando os filhos cresceram e saíram de casa, eles resolveram transformar o local numa pousada. Têm agora, nas suas próprias palavras, um desafio novo.
O local é um repouso para os olhos e um remédio para o stress residual.
Um serviço atento e familiar, onde nada falta mas, no entanto, nos deixam a ilusão de que estamos sós.
Bom para descansar...bom para trabalhar!

Do Rio ao Rio VIII













Numa folha qualquer,
eu desenho um navio de partida (…);
de uma América a outra,
eu consigo passar num segundo;
giro um simples compasso,
e num circulo faço o mundo.

Toquinho e Vinicius
(na parede do restaurante)


Contrariamente ao que aconteceria ainda não há 20 anos, todos os dias temos notícias de casa, via correio electrónico, SMS, telefone, SKYPE.
Todos os dias encontramos um ambiente de rede sem fios para enviar mais um texto a dar notícias.
Mesmo hoje ouvi em directo o Miguel a palrar, quando se dirigia para a sua festinha de aniversário, com quatro horas e todos estes milhares de quilómetros de mar de distância.

O tempo e a distância já não são o que eram, para o melhor e para o pior.
O exótico e a diferença ou a rotina; o convívio ou o isolamento, terão que ser reinventados. Esperemos apenas que o sejam numa boa direcção.

Hoje estive um bom tempo a falar com o Iago, um adolescente de 14 anos, filho de mãe brasileira e pai alemão, a viver em Munique e de visita ao Brasil.
O Iago nasceu na Alemanha e é nas suas próprias palavras, “um alemão, de coração brasileiro”.

Fiquei a ouvi-lo falar, em (bom) português, dos seus amigos em Munique: uns turcos, uns brasileiros, uns italianos, uns ingleses, uns franceses, outros alemães.

Comentava o Iago que alguns colegas às vezes eram arrogantes para os que consideravam estrangeiros.

Rematou em tom filosófico, do cimo dos seus 14 anos:

Ser arrogante, faz ficar com o coração frio, ou você muda, ou você vai congelar mesmo!

Do Rio ao Rio VII
















O Miguel faz hoje anos !

Temos pena de não estar convosco, nos festejos deste primeiro ano.

Fica esta foto, tirada no mês passado, na festinha antecipada dos seus 11 meses.

Vamos festejar por aqui!

sábado, 30 de agosto de 2008

Do Rio ao Rio VI





















A encher de brios os nossos olhos lusos, deparámos com um jornal carinhosamente aberto, na mesa do “café da manhã”, acompanhado do olhar sorridente do nosso hospedeiro:
“Guardei pra vocês”.

O jornal O Globo está a fazer um concurso “ Cidades reinventadas” e hoje era justamente Lisboa “a fénix” renascida.

O argumento era triplo: a reinvenção do Chiado após o incêndio de 1988, em obra do Siza Vieira, a reinvenção da zona degradada de Cabo Ruivo após a Expo 98, e a reinvenção da zona ribeirinha Stª Apolónia -Algés, antes atulhada de contentores do Porto de Lisboa.

Já tínhamos reparado algumas coisas em Lisboa estão cada vez mais bonitas.
(Outras nem tanto, mas não somos nós que vamos contar…)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Do Rio ao Rio V














O Alex (o designer responsável pelo logo do Aventura Social), faz hoje anos e encontrámos esta foto muito original e inesperada para registar o evento.

Já que estamos no Brasil, gostaríamos de “o parabenizar” ou, para sermos ainda mais exactos, de “parabenizar ele”!

Esta vivacidade linguística tem outras variações. A mais curiosa para os nossos ouvidos lusos, foi mesmo “dedetizar” (de DDT).
Numa carrinha comercial, em letras pintadas na chapa da viatura, prometia-se “ Dedetização total”.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Do Rio ao Rio IV



RIO DE JANEIRO, 19/9/2008
LOCAL: Instituto de Psicologia da Universidade do Rio de Janeiro IP/UERJ

Temas:
Integração das psicoterapias cognitivas
Neurociência
Transtornos de personalidade
Terapia sexual
Transtornos alimentares
Transtornos do humor
Terapia na infância e adolescência
Dependência química
Habilidades sociais
Psicologia da saúde

Atividade prática: Supervisão ao vivo de casos clínicos

Para inscrição e mais informações consulte:
ATC-RIO

Realização:
Instituto de Psicologia da Universidade do Rio de Janeiro IP/UERJ
Apoio:
Sociedade Brasileira de Terapias Cognitivas e Casa do Psicólogo
--------------------------------------------------------------
A Eliane Falcone, psicóloga e professora na UERJ, é a promotora deste evento.
Parabéns por mais uma edição desta Mostra de Terapia Cognitivo Comportamental, esta é já a sexta !
Este ano não vamos poder estar presentes, mas já estivemos em anos anteriores e esperamos voltar.
Parabéns também por mais um número da Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, revista indexada e com peer review, onde enviamos regularmente os nossos trabalhos.
Este é já o vol. 3 (2). A Revista disponibiliza os artigos em:

Sociedade Brasileira de Terapias Cognitivas
Revista Brasileira de Terapias Cognitivas


Neste número temos publicado um artigo:

Práticas parentais educativas, fobia social e rendimento académico em adolescentes.
Inês Camacho
Margarida Gaspar de Matos

Abstract:
Parental educational practices and their implications on variables such as social phobia and academic performance are becoming increasingly interesting to researchers working in the Psychology field, due to the fact that these variables may influence the academic and social lives of children and adolescents. The aim of this research is to study the relationship between parental educational practices, social phobia and academic performance in adolescents. The study was conducted with 285 individuals (146 female and 139 male) of the 7th and 8th grades between the ages of twelve and fourteen. We used: demographic data questionnaire, QLP-A to evaluate parental educational practices, SPAI-C to evaluate social phobia. A questionnaire was also used to check for academic performance. It has been noted that there is a higher incidence of social phobia in individuals of the female gender. It has also been noted that teenagers whose parents give autonomy and care, show a tendency to have a better academic performance and also less probability of presenting social phobia. Teenagers whose parents give protection have a tendency to have social phobia and worse academic performance

Inês: Parabéns!

Comentários

Outra realidade-para mim estranha -a injustiça de se nascer num país onde a precariedade torna os cidadãos excluídos dum mundo de oportunidade,sujeitos a riscos nunca imaginados nos países mais "evoluídos".
Era bom a Margarida partilhar connosco essas formações sobre educação para a saúde- aqui ainda é preciso mesmo ao nível mais elementar.
Prazer enorme em saber que podem levar coisas boas onde é preciso e "inveja" de não poder viver essa experiência riquíssima,por certo.
Muita coragem por aí e sucessos cheios de emoções fortes.

Abraço
Carlos

Comentários


 

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Do Rio ao Rio III














Restaurante-bar Jobi no Leblon, um botequin de Portugueses, típicamente Carioca.
Aqui discute-se a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos, horas depois do ouro do volley feminino.
















O Centro Cultural Luis Gonzaga, em S.Cristovão, a celebração da cultura Nordestina.
Aqui, um conjunto "aplicado" de forró, a seguir-se a uma prova de carne de sol, carne seca do Nordeste.




Conhecer o cordel - José Mapurunga. SESC – Ceará, 2005

“Este trabalho tem como objectivo fornecer algumas informações sobre literatura de cordel, para que professores do ensino secundário possam melhor nortear os seus alunos nesta classe literária tão afinada com a mentalidade nordestina”

Na festa Nordestina vendiam-se " livros de cordel", atados por um cordel fora, como manda o preceito.
Livros tipo A5, papel tipo "pardo", com umas 30 folhas cada, e várias encantadoras xilogravuras acompanhadas de histórias ou crónicas. Dois reais (menos do que um euro cada).
Trouxemos "Conhecer o cordel", de aqui deixamos a capa da " Lira Nordestina" e a " venda na rua".

domingo, 24 de agosto de 2008

Do Rio ao Rio II

Ipanema ao sol

















Ipanema à chuva



sábado, 23 de agosto de 2008

Do Rio ao Rio I


(NOTA: Lisboa – Rio de Janeiro por avião: lembrar sempre, mas sempre, de comer antes de viajar ! ou levar bolachinhas, ou então mentalizar-se que é uma boa oportunidade para perder peso!).

O Rio de Janeiro faz parte de um imaginário colectivo que evoca de imediato o “calçadão”, o Corcovado, o Pão de Açúcar, a Igreja da Candelária, a Rocinha, a obra de Niemeyer, o Maracanã, as escolas de samba e…

Ver o Rio pela primeira vez é “maravilhoso”, mas regressar também é… Regressar e rever o mar, o posto 11, o “calçadão”, os amigos, a rua Visconde de Pirajá, o Teatro-Café Pequeno (está em cena um musical que celebra o Rio de Janeiro, através de conhecidas músicas populares brasileiras, algumas dos anos 30, tipo a “Cidade Maravilhosa” de André Filho), os bares e restaurantes de antepassados Portugueses, embora agora considerados tipicamente cariocas, oferecem refeições híbridas de muqueca de peixe, vinho argentino e pastéis de “Belém”, ou chopp, salgadinho de aipim, salada e azeite português.
Tudo isto ali pelo eixo Copacabana- Ipanema- Leblon !

Da zona norte do Rio, a norte da Floresta da Tijuca, não reza história nenhuma. Até parece que não se passa nada, e não há nada na história dos Cariocas que tenha inscrições a norte. A “ Cidade Maravilhosa” é mesmo esta, aqui na zona sul, porque da outra, ninguém sabe.
A Cidade de Deus (na zona oeste) realojou compulsivamente habitantes de uma favela, aqui há uns anos. Os (maus) resultados remetem para uma reflexão sobre realojamentos físicos compulsivos e realojamentos sócio-culturais…
Agora, em tempos de eleições, alguns candidatos prometem a “desfavelização”, mas não falam claramente no que vão propor.

Voltando a Ipanema, é admirável a metamorfose do “calçadão” em dias de sol e em dias de chuva. Impressionante como os Cariocas preservam a praia e como todos a usam, estimam e usufruem. Diz-se que em tarde de domingo 1 milhão de cariocas se passeia pelo “ calçadão”, apanha sol nas praias, joga volley no areal.

A propósito de volley, ainda com o Nelson Évora a encher os nossos brios, partilhámos com os cariocas o ouro olímpico da equipa feminina de volley, jogo que seguimos com o merecido suspense.
À noite estava tudo pronto para a noitada, e para repetir a festa com a equipa masculina de volley a defrontar também os Estados Unidos. (O jet lag não nos permitiu acompanhar e soubemos já de manhã que não havia mais ouro).

Não havia ouro, mas houve notícias… Imagine-se que um deputado fez contas dividindo o investimento do governo em “desporto” desde os últimos jogos olímpicos pelo número de medalhas ganhas pelo Brasil, e concluiu que as medalhas ganhas pelos atletas Brasileiros tinham ficado demasiado caras (???).
Esta mimosa notícia mereceu toda a minha perplexidade!
Outro jornal anunciava que o COB (Comité Olímpico Brasileiro) ia contratar uma equipa de psicólogos do desporto, almejando um aumento de medalhas de ouro em 2012, esta sim uma ideia mais interessante e cujos ecos mereciam chegar a Portugal.

No Centro Cultural Luís Gonzaga, um grande pavilhão, com ingresso de um real (menos que 50 cêntimos de Euro) há agora a festa Nordestina. Uma festa verdadeiramente popular, que acolhe os Cariocas e os Nordestinos na capital, de sexta à noite a domingo, sem parar. Ali, come-se, ouve-se música, dança-se, transacciona-se produtos regionais do Nordeste e convive-se.
Numa das bancas, pequenos livros de cordel (genuinamente pendurados em cordel) e um livro a contar a história e a técnica dos livros de cordel com as ilustrações em xilogravura.
Com alguma coragem testámos a carne ao sol (isso mesmo, seca ao sol), com aipim cozido, num restaurante do recinto. Bom aspecto, bom sabor e até agora sem sinal de perturbação digestiva…
Os olhos escuros e tristes dos “garçons” Nordestinos, excessivamente gratos pela nossa presença e apreço, pungentemente atentos, veneradores e obrigados, bastaram-me para passar o dia seguinte em deambulações sobre o que é ser educado sem o direito à indignação.

A música, essa era um pouco indescritível, a precisar urgentemente da gestão de um técnico de som. Gravámos uns 5 segundos promocionais, mas não temos coragem de os expor; apesar da música, dançar “forró” /(for all) por ali, foi um gostinho partilhado por centenas de pessoas.
Os nossos amigos Cariocas ofereceram-nos um DVD do conjunto musical forró mais famoso da actualidade, os “Calcinha Preta” ao vivo no Recife. Ofereceram-nos também uma noite divertida, à conversa sobre os estereótipos dos Portugueses e dos Brasileiros, vistos pelos olhos uns dos outros.

Em breve serão eleições para a Prefeitura e Senado e a cidade está cheia de misteriosos cartazes com fotos de homens e mulheres, e por baixo números que à primeira vista parecem telefones num jeito de anúncio “Telefona-me, e não te arrependerás!”.
Mas não! É o número a marcar na votação …
Processo complexo, pergunto-me o efeito que terá numa população com (ainda) tanto analfabetismo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

De Lisboa ao Rio

O grande dia é amanhã! às 7h no aeroporto.

Acabei ontem, no meio das malas, o Rio das Flores do Miguel Sousa Tavares, bem a propósito deste início de viagem pelo Rio de Janeiro e arredores.

Malas feitas, 20+20 kg (sabe-se lá como!... )

Cenas dos próximos episódios, só dentro de dias...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Notícias de Tombowa


Notícias frescas da Catarina, cuja mala preta desaparecida pode ser vista num post de há semanas, na foto que tirei quando me fui despedir dela ao aeroporto.

São noticias do que é viver sem as condições mínimas que damos como certas, com doenças que pensavamos já não existirem sobre os nossos corpos, com carências que já não julgavamos possíveis; sensações do que é estar rodeado de miséria num país riquissimo, mas por outro lado rodeados de pessoas com afectos tão quentes, com tanta força para viver, com tanto entusiasmo no futuro, que até doi o choque com a "indiferença" que vem grudada ao nosso "excesso".

Fica aqui a tua mensagem Catarina, a lembrar-me o nosso artigo sobre a Saúde dos Adolescentes de Benguela (Benguela aí mesmo ao lado do Lubango, para quem está aqui tão longe), e a lembrar-me também uma reportagem recente que vi na televisão sobre o Fernando Nobre da AMI, e sobre a sua luta " contra a indiferença".
Espero que tenhas energia para não desistir... eu sei que às vezes é muito dificil!
Bom regresso a Barcelona!


" Olá Olá!!!
Aqui estou em Namibe, já na última semana por Angola!

A viagem tem sido uma aventura constante com desafios permanentes. O primeiro foi mm à chegada a Luanda, toda a gente recebeu a bagagem menos eu...
Fiquei com a roupa que tinha no corpo, outra que me emprestaram e algo que tive que comprar com o seguro de 50 euros que a TAP dá.
Dizem que já encontraram a mala, deve estar em Luanda, mas ainda não a tenho.

Estivemos em Luanda .... 2 dias por causa da mala e depois voamos para o sul: Namibe, cidade bem mais calma! Estivemos 2 semanas no municipio de Tombwa, que é a 1 hora de Namibe, passando pelo deserto.
A paisagem é incrivel, as pessoas mt mt simpáticas!!

As duas semanas em Tombwa foram mt intensas, as pessoas vivem em condiçoes pessimas ..... e mesmo assim parecem felizes, muitas dizem que estao habituadas a viver com o que têm.
A minha primeira sensacao de Tombwa foi de ser uma favela brasileira mas em ponto grande, por isso imaginem a desgraça... os primeiros dias foram mesmo muito chocantes !:(
Toda a gente nos recebe super bem e somos sempre a atençao principal em todos os sitios.

Neste momento, estamos em Namibe e vamos para Lubango daqui a umas horas, porque mesmo comprando o bilhete às 8h da manha, so havia para as 15.30!

Esta manha tirei pela primeira vez sangue na vida... heheheh!!
Aos 24 anos e em Angola!! Nao custou nada...:) estou com um bocado de gripe e como há 2 colegas do grupo com malaria, é melhor saber se é apenas uma gripe ou se tenho que tomar algo para a malária em concreto!
Espero que esteja tudo bem com todos!! :)) Contarei muitas mais coisas em breve!!

Muitos beijinhos,
Catarina:))) "


De Lisboa a Lisboa XI

Também há assuntos de trabalho!
Pelos vistos esta "silly season" científica em Portugal corresponde a grande actividade de finalizações editoriais pelo resto do mundo.
Enfim mais dois artigos aceites para publicação.

Um na revista Brasileira de Terapias Cognitivas:

Sociedade Brasileira de Terapias Cognitivas
Revista Brasileira de Terapias Cognitivas

Children, Health assets and Poverty in a recent post-war scenario: the Angola case

Margarida Gaspar de Matos
Celso David
Celeste Simões
Luís Tavira

Abstract
Angola is a Portuguese- speaking country that faced a recent civil war, after decades of colonial occupation and conflict, and still exhibits a scenario of poverty.
Well-fare, health concerns and schooling are still a privilege.
A school-based survey was carried out in all four schools in Benguela (South of Angola), 22 randomly classes were selected, including 701 pupils, attending 8th and 10th grade, being 55.2% boys. Mean age in the present study was 17.5 years old, SD 3.25.
Descriptive and multivariated analysis revealed that the perception of family well fare is mainly associated with positive aspects of health: fruit intake, perception of school competence, mother instruction and number of friends.
Life satisfaction was associated with family well fare, as well as with mother instruction, fruit intake and perception of safety in school.
The health assets’ perspective seems thus to propose a new way of identifying and fulfilling pupils’ needs in a developing country.
Present results suggest a focus on positive issues such as schooling, social capital/friends, and healthy food, as relevant factors to promoting teens’ health and well-being, in a country in a recent post-war scenario.

Key words:
Children, Adolescents, Poverty, Health concerns, Schooling, Well-being.






Celso, Celeste, Luis: Parabéns!

E outro do Journal of Cognitive and Behavioral Psychotherapies

Advanced Studies of Psychotherapies
Journal of Cognitive and Behavioral Psychotherapies

Margarida Gaspar de Matos
Gina Tomé
Ana Inês Borges
Dina Manso
Paula Ferreira
Aristides Ferreira


Abstract
The aim of this study is to investigate and refine three different scales which measure depression, anxiety and coping strategies. The relation between these scales is also verified in a non-clinical school population of pre-adolescents and adolescents. Lastly, the moderating effects of age, gender, grade failure and family type are tested. This study used depression, anxiety and coping strategy scales to check moderating effects. The sample consisted of 916 Portuguese pupils, 54.3% females, aged 10 to 22 (M = 14, 44). The participants were randomly selected from the fifth to the 12th grades of public schools. The CDI (Kovacs, 1981), the MASC (March, 1997) and the CRY-Y (Moos, 1993) were used. Scales revealed a good internal consistency and suggested that girls are more anxious than boys are and that older students are more depressed, but use more coping strategies than younger learners. A set of exploratory factorial analyses (EFA) was then carried out with the objective of getting the most representative factor from the anxiety (MASC), the depression /CDI) and the coping (CRY-Y) scales. Reduced scales were identified and were strongly correlated with the previous measures, but better differentiate between a set of moderators. A confirmatory model (CPA) was carried out. Also, adjustment indexes suggested a good fit for the model, but consider both genders separately and the two age groups independently. An analysis of the items retained provided strong suggestions for school based interventions.

Key-words; anxiety, depression, coping, adolescents, schools

Gina, Inês. Dina, Paula, Aristides: Parabéns!


Mais uma descoberta hoje, em conversa: os blogs dos amigos.
Aqui ficam:
Diário Gráfico
Arte Fotográfica
Cinco Sentidos ou Mais
Atenta Inquietude
Guia Sexualidade e Afectos
Edge of Reason

E há uns que casam e fazem um blog...
Ah.... admiravel mundo novo !.....
( Felicidades Sónia e Vitor! Não conhecemos o Vitor, mas a Sónia merece o melhor!)
Sónia e Vitor







De Lisboa a Lisboa X




Hoje é dia de anos da Ana.
Aqui vai a Ana, o pai e o João, bem escondido atrás.
Ao lado uma obra da artista, já com alguns anos.

O resto do dia vai ser o horror das malas. Ontem foram reduzidas para um terço.

Hoje este terço tem de ser reduzido a metade.

De Lisboa a Lisboa IX



Lá encontrei uma foto suficientemente desfocada para incluir aqui o Miguel que em breve fará um ano e de quem vamos ter muitas saudades

Dele e da mãe!


De Lagos a Coimbra

Nos fins de férias, cá vai o Miguel de regresso à mãe.

Um excelente matemático, um utilizador exímo de novas tecnologias, um excelente cozinheiro, e uma excelente companhia. Vamos ter saudades.